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PRESIDENCIAIS 2026

Seguro pede “uma oportunidade” e lança fasquia de dois milhões e meio de votos na segunda volta

09 jan, 2026 - 12:49 • Susana Madureira Martins

O candidato presidencial puxa dos galões da “experiência” política, após ter iniciado a campanha a dizer que vem de fora da vida política. Seguro andou pelas ruas do concelho de Gavião, em Portalegre.

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É a primeira vez que António José Seguro estabelece uma fasquia para a sua candidatura presidencial e diz que “ambiciona” chegar aos dois milhões e meio de votos nas eleições de 18 de janeiro.

Falando na manhã desta sexta-feira no salão nobre da câmara municipal de Gavião, no distrito de Portalegre, Seguro falava com o autarca local e seu mandatário concelhio, António Severino, que lhe manifestou apoio, esperando que “isso possa alastrar” e que “pelo menos” 2 milhões e meio de portugueses lhe “possam confiar” a Presidência da República”.

Pouco depois, em declarações aos jornalistas, o candidato presidencial apoiado pelo PS, esclareceu que pretende o “maior número de votos” e que o apelo aos tais dois milhões e meio de votantes serve para a segunda volta, não para a primeira.

“Tomara eu que acontecesse na primeira volta, poupávamos ao país uma segunda volta”, esclareceu Seguro, referindo que o Presidente da República é eleito “pela metade mais um” dos portugueses. De salientar, que Marcelo Rebelo de Sousa, em 2016, foi eleito Presidente da República à primeira volta com dois milhões e 400 mil votos, com 52% de votação.

Seguro assume que ainda tem problemas em entrar num certo eleitorado e reconhece que os estudos de opinião ainda registam muitos indecisos, mas mesmo assim, o candidato vê o copo meio cheio: “Os estudos também têm demonstrado que cada vez há mais indecisos a optarem votar pelo Seguro.”

Mimetizando um apelo do líder do Chega, André Ventura, nas últimas legislativas, também Seguro pede uma “oportunidade” aos portugueses. “Nunca tive a oportunidade de servir num alto cargo da Nação para mostrar aquilo de que sou capaz de trabalhar e de oferecer a este país.” Desta vez, o antigo secretário-geral do PS está convicto de que é possível.

Seguro faz ainda como Luís Marques Mendes, outro dos candidatos presidenciais, apoiado pelo PSD, e puxa da sua “experiência” como ex-ministro, ex-deputado e eurodeputado. Além da sua característica de “moderado”.

Nós temos uma cultura de trincheira, de combate”, diz Seguro, acrescentando que “encontram-se dois partidos diferentes e imediatamente passam à zaragata uns com os outros. Onde é que ficam as pessoas, neste momento? Onde é que fica o país?”, questiona.

Operacional do compromisso, o candidato defende “um momento para pensar e dizer, ‘vamos lá ver o que é que cada um pode dar e pode contribuir para melhorar a vida das pessoas’, questionando: “Isso faz desses partidos fraqueza? O facto de se fazerem o corte torna-os criminosos? Onde é que nós chegámos?”

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