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Presidenciais 2026

Catarina Martins apela ao voto "em quem faz este país"

10 jan, 2026 - 15:47 • Lusa

Candidata presidencial definiu-se como a candidata que levará a força a Belém e que, sem esquerda, a campanha seria de "selvajaria e lama".

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Catarina Martins apelou este sábado ao voto "em quem faz este país" nas eleições presidenciais, referindo-se à sua própria candidatura, e criticou os opositores à direita, afirmando que, sem esquerda, a campanha seria de "selvajaria e lama".

"Amanhã e no próximo domingo esqueçam os candidatos do costume. Votem pela esperança de quem trabalha, votem por quem faz este país", afirmou a candidata apoiada pelo BE num discurso durante um almoço na cantina do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.

Perante cerca de 400 pessoas, no maior evento da campanha até ao momento, Catarina Martins definiu-se como a candidata que levará a força a Belém e que mostrará ao país "as lutas que os candidatos do costume querem esconder".

"É esse o futuro que eu quero representar", disse, deixando críticas aos candidatos da direita.

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Fazendo um balanço da primeira semana de campanha, que arrancou no dia 04 de janeiro, Catarina Martins considerou que sem a esquerda, teria sido de "selvajaria e lama" e que temas como o trabalho, a saúde, e a habitação entraram no debate político à sua boleia.

"Nestas eleições, a força da esquerda com coragem -- coragem para decidir, como nos ensinou (Maria de Lurdes) Pintassilgo -- será determinante na primeira volta e em todas as voltas que o mundo der. Em todas as voltas que o mundo der, cada voto conta. E agora conta votar", sublinhou.

Antecipando o que seria o seu papel enquanto chefe de Estado, Catarina Martins defendeu também que Portugal precisa de uma Presidente da República que "faça as contas a quem paga a fatura das decisões do Governo".

"A renda e o preço da casa não podem ser impossíveis para quem trabalha e trabalhou toda uma vida neste país. A conta do supermercado não pode ser um assalto. A conta da luz não pode ser tão alta que se passe frio em casa neste janeiro", exemplificou, afirmando que "é tempo de acertar as contas".

"Em vez de explicarem porque é que merecem os votos, os candidatos passaram a explicar porque é que merecem o carinho do senhor primeiro-ministro. Nesta campanha, a competição é um Montenegrómetro", considerou.

No primeiro almoço-comício da campanha, e em véspera de voto antecipado, que se realiza no domingo e para o qual estão inscritos cerca de 218 mil eleitores, Catarina Martins recebeu o apoio de perto de 400 pessoas que encheram a cantina do Técnico.

Durante mais de uma hora, as funcionárias da cantina não tiveram mãos a medir e serviram refeições ininterruptamente.

Cerca das 13h30, ainda com dezenas de pessoas na fila, a candidata entrou no espaço ao som de "Seven Nation Army", aplausos e gritos por "Catarina Martins", ao ritmo da música dos "The White Stripes".

Entre os convidados, contou com o apoio de históricos do Bloco como o seu antecessor na liderança do partido, Francisco Louçã, e o historiador Fernando Rosas.

Estiveram também presentes o atual coordenador do BE, José Manuel Pureza, a ex-líder Mariana Mortágua e a candidata apoiada pelo partido nas eleições presidenciais de 2016 e 2021, Marisa Matias.

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