12 jan, 2026 - 23:18 • Lusa
O candidato presidencial António Filipe avisou esta segunda-feira que o boletim de voto não é o boletim do Totobola, que não serve para fazer vaticínios sobre quem ganha ou perde, mas para escolher o Presidente da República.
"O boletim de voto não é o boletim do Totobola. O boletim de voto não é para nós fazermos vaticínios, não é para darmos palpites sobre quem ganha, quem fica em segundo ou quem fica em último. O boletim de voto é para escolhermos o candidato que queremos como Presidente da República", afirmou António Filipe, que falava numa sessão pública em Évora, depois ter passado pelo centro histórico num contacto com comerciantes.
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O candidato apoiado pelo PCP e PEV advertiu que "isto não pode ser esquecido pelos eleitores no momento em que estão a votar".
"O voto não é um voto para fazer por cálculos, por estimativas, por palpites. Só é livre o voto que é feito por convicção nos candidatos que verdadeiramente se pretende que sejam eleitos", realçou, revelando-se confiante pela forma como a campanha está a decorrer e pela mobilização.
Este é, frisou, uma candidatura que luta "por uma viragem, por um sobressalto, por um novo rumo".
Antes da sessões pública que juntou apoiantes na cidade de Évora, António Filipe defendeu que as "candidaturas devem valer por si, independentemente da troca de galhardetes que existe entre as várias candidaturas ao longo da campanha eleitoral".
"Procuro que nesta campanha o meu discurso fundamental não tenha que ver com isso das trocas de galhardetes (...) Eu acho que o fundamental é valorizar a minha candidatura, ou seja, que os portugueses percebam ao que venho, o que é que me comprometo a fazer enquanto Presidente da República, o entendimento que tenho daquilo que é o cumprimento da Constituição e os poderes do Presidente da República nesse âmbito", realçou.
Afirmou ainda que não quer entrar em debates acessórios, nem trocas de galhardetes, mas dizer exatamente o que é que o preocupa.
As eleições presidenciais estão marcadas para domingo.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde e a campanha eleitoral decorre de 4 a 16 de janeiro.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.