12 jan, 2026 - 13:57 • João Maldonado
Seixal Criativo é um projeto de formação tecnológica financiado pela Câmara Municipal e que conta com mil alunos. A caravana de Catarina Martins passa pelo laboratório de inovação para mostrar a todos que “em Portugal há caminho para resolver os problemas e há gente a fazer coisas extraordinárias”.
Para a candidata “uma Presidente da República que saiba dar voz a quem está a resolver problemas todos dias pode ter soluções para as crises do país”. E foi isso que tentou fazer, ouvindo os testemunhos de professores e alunos – convictos de que este projeto desperta um enorme interesse pela veia digital em tenra idade. Os mais novos estão no 7.º ano de escolaridade.
Entre tecnologias inovadoras, Catarina Martins é desafiada a experimentar os óculos de realidade virtual aqui desenvolvidos. Pela primeira vez na vida com uns deste género, ri-se e questiona: “Onde é que estou?” Mas a falta de orientação neste mundo online é rapidamente ultrapassada quando alcança um local de conforto. “E o que eu gosto de praia”, respira, referindo que nesta onde se encontra não há "submarinos” (onde podia andar, eventualmente, Henrique Gouveia e Melo).
Conhecido o local, é hora de falar mais uma vez aos microfones dos jornalistas presentes. “Nós não podemos ser um país que fica espectador do futuro, temos de ser um país que seja criador de futuro e, para isso, precisamos de qualificação”, sublinha. Contudo, entre elogios ao que é criado, regressa à base para lamentar que muitos jovens “muito qualificados” acabam por ficar “sem futuro”, num país em que “o preço das casas subiu quatro vezes mais depressa do que os salários”.
O setor da Saúde é irremediavelmente sempre centro de atenção mediática por estes tempos. Questionada pelo assunto, Catarina Martins atira-se mais uma vez a um Governo que é, para si, de “uma irresponsabilidade brutal” e que “consegue tomar todas as decisões erradas”. Para a candidatura apoiada pelo Bloco de Esquerda “nós podíamos até dizer que às vezes é certo, outras vezes é errada”, mas “este Governo é todas as decisões erradas”.
De forma a travar as políticas publicadas que considera obtusas, Martins propõe mais orçamento para o Serviço Nacional de Saúde, para “poder contratar profissionais” e “ter autonomia para decidir”.
Há 10 anos Marisa Matias, apoiada pelos bloquistas, conseguiu ficar em terceiro lugar na corrida eleitoral, recolhendo mais de 460.000 mil votos e alcançado os 10%. Na altura, entre a candidatura e Marcelo Rebelo de Sousa ficou António Sampaio da Nóvoa. Para dia 18, Catarina Martins insiste que “é fundamental apelar às pessoas que vão votar de acordo com a convicção” e que para a segunda votação “logo vemos quem lá chega e está tudo em aberto”.