12 jan, 2026 - 18:21 • Diogo Camilo , Alexandre Abrantes Neves
Uma ex-assessora da Iniciativa Liberal (IL) no parlamento acusou esta segunda-feira João Cotrim de Figueiredo de assédio sexual e laboral, com o candidato a negar as acusações e a afirmar que irá avançar com um processo por difamação.
A Renascença apurou, junto de duas fontes de diferentes partidos políticos, que a publicação em causa foi postada este domingo num grupo restrito de amigos chegados na rede social Instagram, cuja composição e número de membros é desconhecido.
Entretanto, a Renascença contactou também a denunciante, não tendo obtido qualquer resposta.
Numa publicação privada nas redes sociais, a ex-assessora da IL, que esteve no cargo entre 24 de maio de 2022 e 20 de outubro de 2023, afirma que reconhece "inteligência e competência" a Cotrim de Figueiredo, mas relata episódios de assédio do agora candidato presidencial.
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A ex-assessora diz que "esteve calada" e que "assim vai continuar", mas que não quer ver Cotrim como Presidente da República: "Não suporto a ideia de o ver em Belém", termina.
Em reação à acusação, em declarações na Covilhã, Cotrim disse que é "completamente falso" e que não irá comentar mais o assunto, recusando desistir da candidatura.
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"É completamente falso. Perguntem a qualquer das dezenas de mulheres que trabalharam comigo ao longo destes anos se têm alguma razão de queixa, incluindo as mulheres que trabalharam comigo na mesma altura dessa senhora", afirmou.
Em comunicado, a campanha de Cotrim de Figueiredo fala em "esperados ataques a uma candidatura que tem vindo em crescendo" e numa "calúnia" que é "totalmente destituída de fundamento".
"No fim da campanha aparece agora uma acusação de assédio. É completamente falso. Isto é a política mais suja que há. Nunca pensei que pudessem ir tão baixo para me atacar. É indigno", escreveu Cotrim.
"É de uma gravidade que não pode ser deixada passar sem reação e, por isso mesmo, para além deste esclarecimento, irei processar por difamação a pessoa em causa, independentemente das suas circunstâncias e das funções que exerce num dos gabinetes do atual Governo", acrescentou em comunicado.
O candidato apela a que "acusações, baixas, vis e torpes" não distraiam os eleitores.
Em publicação nas redes sociais, a deputada liberal Joana Cordeiro, que também era deputada parlamentar no mesmo período de Cotrim de Figueiredo, também desmentiu a acusação: "Não é verdade! Trabalhei diretamente com o João e com a pessoa em causa durante o mesmo período e nunca vi, ouvi - nem sequer ouvi falar - qualquer frase, atitude ou comportamento que pudesse ser considerado incorreto", escreveu.
[notícia corrigida às 20h39 - publicação no Instagram da antiga assessora não foi pública. Foi publicada num grupo restrito de amigos]