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PRESIDENCIAIS 2026

Jorge Pinto sobre Cotrim: "Não sei se é Pudim Flan ou gelatina"

12 jan, 2026 - 19:19 • João Maldonado

Ultrapassado o tema "desiste/não desiste", o candidato que conta com o apoio do Livre critica severamente a abertura demonstrada pelo liberal em apoiar Ventura numa eventual segunda volta das presidenciais. Já sobre o tópico Saúde contraria a ideia de Montenegro de uma mera "perceção de caos" no SNS.

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É o próprio Jorge Pinto que opta por começar as declarações aos jornalistas a falar sobre João Cotrim de Figueiredo. A primeira pergunta até é sobre a iniciativa a que veio fazer campanha, mas, dada a urgência da temática, o candidato presidencial escolhe iniciar por tal ponto.

Na parte da manhã já tinha sido questionado sobre as declarações do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal - que disse não excluir apoiar André Ventura numa segunda volta -, mas, como não tinha ouvido de viva-voz tais palavras, foi ouvir e quis esclarecer o que acha. “Fui fazê-lo e realmente é tão grave como eu temia que fosse, é urgente que Cotrim de Figueiredo explique afinal de que lado está, se do lado da Democracia, do lado republicano, ou se está confortavelmente ao lado da extrema-direita”.

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“Parece que, afinal, há liberais que estão bastante confortáveis entre a liberdade e o oposto, que duvidam entre a Democracia e o Autoritarismo”, reforça, mais à frente, aproveitando para piscar o olho “aos liberais democratas que neste país existem” – já que “se calhar esta candidatura vai defender muito mais essa Democracia liberal na qual eles acreditam do que a candidatura de João Cotrim de Figueiredo”. Indo mais longe em metáforas políticas diz ainda que não sabe se “é um Pudim Flan ou uma gelatina, mas que navega muito entre as duas águas sem qualquer firmeza na sua posição navega”.

Em 10 minutos de perguntas e respostas ouve também tempo para falar sobre Luís Montenegro, que considera que há meramente uma “perceção de caos” no Serviço Nacional de Saúde - que “não é a realidade”.

Jorge Pinto reforça que o SNS “é a mais bela das conquistas da nossa Democracia, mas não pode ficar no passado, tem de ser defendida e fortalecida todos os dias”.

E dispara com vários exemplos do que é para si “caos”: “o caos existe quando temos um país onde uma pessoa morre depois de ter estados mais de três horas à espera de uma ambulância”; “quando se anuncia a compra de novas ambulâncias mais de três anos depois de elas terem sido anunciadas e apenas em resposta a estes problemas de falta de serviço de urgência; quando os portugueses deixam de ter confiança absoluta no SNS”.

E o que todos estes exemplos têm a ver com funções presidenciais? Jorge Pinto explica que “a função do Presidente da República é dar confiança aos portugueses e dizer que o Serviço Nacional de Saúde vai ser defendido custe o que custar”.

Entre críticas às políticas públicas nesta área, refere também que “a ministra da Saúde está a fazer a função de pára-raios – que tem funcionado perfeitamente para este Governo.

As declarações foram feitas no final da visita desta tarde à Comunidade de Energia Renovável de Telheiras/Lumiar. Foi inaugurada em outubro de 2024 e trata-se de uma iniciativa de combate à pobreza energética - produzindo e partilhando energia renovável. O candidato considera que organizações como esta têm um potencial enorme ao nível da transição ecológica, da criação de “laços comunitários” e na projeção de “políticas de Defesa para garantir que estamos autónomos e temos capacidade de resposta perante fenómenos extremos, seja um apagão, seja um ataque militar”.

Através de painéis fotovoltaicos instalados no edifício da Junta de Freguesia, a iniciativa “já serve cerca de 50 famílias”, mostrando perfeitamente, para Jorge Pinto, que “há um Portugal onde os laços ainda contam” e que é um exemplo que “pode e deve ser replicado em todo o lado”.

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