Presidenciais 2026
Gouveia e Melo assume derrota e deixa futuro político em aberto
18 jan, 2026 - 22:50 • Olímpia Mairos
Disponível para continuar a servir o país, o candidato independente felicita António José Seguro e André Ventura pela passagem à segunda volta e diz ser “precoce” definir o seu futuro político.
O candidato independente Henrique Gouveia e Melo assumiu este domingo a derrota na primeira volta das eleições presidenciais, sublinhando que os resultados “não corresponderam aos objetivos” traçados, mas garantindo manter-se disponível para “continuar a servir Portugal”.
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Numa primeira declaração perante uma sala cheia de apoiantes, em Lisboa, o antigo chefe do Estado-Maior da Armada felicitou pessoalmente António José Seguro e André Ventura pela passagem à segunda volta, destacando o respeito pela vontade democrática dos portugueses.
“Entendi que, nestas circunstâncias, não podia ficar de fora quando sentia que podia dar um contributo útil ao serviço de Portugal e dos portugueses”, afirmou, explicando as razões que o levaram a avançar com a candidatura. Gouveia e Melo reiterou que sempre defendeu uma Presidência da República como “espaço de união e não de divisão”, acima de interesses partidários, “independente e livre”.
O candidato insistiu na necessidade de “despartidarizar a Presidência” e de devolver ao cargo a sua natureza “verdadeiramente superpartidária”, considerando que o país beneficia quando o Presidente é visto como garante de equilíbrio, estabilidade e proximidade a todos os portugueses. “Acreditei, e continuo a acreditar, que é possível servir o país com independência, sentido de missão e espírito de compromisso, sem amarras partidárias”, sublinhou.
Apesar da derrota, Gouveia e Melo salientou o caráter agregador da candidatura, que conseguiu “unir pessoas muito diferentes, de espectros distintos”, em torno de uma causa comum. “Demonstrámos que é possível unir a diferença quando existe uma causa maior que nos transcende a todos: o nosso país”, disse, agradecendo de forma sentida aos apoiantes, em particular ao movimento jovem que o acompanhou ao longo da campanha.
O candidato destacou ainda os mais de 600 mil votos obtidos, assumindo-os como “uma enorme responsabilidade” e motivo de “profundo orgulho”.
Questionado pelos jornalistas sobre o futuro político e o eventual aproveitamento desse capital eleitoral, escusou-se a avançar cenários. “Este é um momento ainda muito precoce para manifestar qualquer opinião a esse respeito. Vou reservar isso para mais tarde”, afirmou, deixando igualmente em aberto a possibilidade de indicar um sentido de voto para a segunda volta.
“Levo comigo a confiança de todos os que acreditaram num Portugal diferente”, concluiu, reiterando palavras de respeito por todos os candidatos e defendendo que “a democracia vive da pluralidade, do debate e do respeito mútuo”.
- Noticiário das 20h
- 15 jun, 2026








