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Presidenciais 2026

Montenegro não quis escolher entre Ventura e Seguro, mas personalidades da Direita anunciam apoio ao socialista

19 jan, 2026 - 18:32 • João Carlos Malta , Alexandre Abrantes Neves com Lusa

Figuras relevantes do PSD, do CDS e da IL dizem que a escolha a 8 de fevereiro é entre democratas e não democratas e que aí não têm dúvidas, António José Seguro é a opção certa. Já Passos Coelho diz que vai manter o silêncio sobre as presidenciais em que foi o ausente mais presente durante toda a campanha.

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Montenegro não escolheu nem Seguro nem Ventura. Marques Mendes não endossou os votos que lhe "foram confiados". Cotrim falou de uma escolha péssima entre os dois candidatos que passaram à segunda volta das presidenciais. Apesar disso, no “day after” da noite eleitoral, alguns pesos pesados da Direita estão já a posicionar-se para a escolha a 8 de fevereiro. E a balança está a pender para o candidato apoiado pelo PS.

Mas antes destes apoios, nota para a manutenção do silêncio de Passos Coelho. "Não desejo fazer qualquer comentário ou declaração sobre as eleições presidenciais", escreveu o ex-líder do PSD e do Governo, em resposta a uma pergunta escrita da agência Lusa.

Noutro sentido, José Eduardo Martins anunciou, esta segunda-feira, que votará em António José Seguro. Para o social-democrata, trata-se de um moderado e uma escolha de “clareza democrática” que faz “todo o sentido” para um social-democrata.

Já o antigo secretário-geral do PSD e antigo presidente da Câmara Municipal de Cascais António Capucho, que apoiou Henrique Gouveia e Melo, disse à Renascença, que votará em Seguro: “Para além de ser um líder de extrema-direita, Ventura não tem nada a ver com um regime democrático e a defesa da Constituição que Seguro certamente defenderá."

Também Carlos Carreiras, ex-autarca de Cascais, que estava, também ele, com o ex-almirante, afirmou que vai votar no candidato apoiado pelo PS. Normalmente encaixado no grupo dos “passistas”, Carreiras - que chegou a ser coordenador autárquico do PSD na presidência de Passos Coelho - diz ver semelhanças entre o antigo primeiro-ministro e Seguro.

“São moderados, não são nada ligados a extremos, têm um sentido de Estado muito vincado, têm uma preocupação muito forte também da perspetiva social”, considerou. “[São ambos] muito diferentes de André Ventura."

A juntar a estes nomes está ainda José Silva Peneda, ministro do Emprego e Segurança Social nas duas maiorias absolutas de Cavaco Silva. Peneda apoiou Marques Mendes na primeira volta e já fez saber que vai votar António José Seguro a 8 de fevereiro. À Renascença, diz não encontrar em André Ventura os princípios de “liberdade”, atenção à “pessoa humana” e de “preocupação com os mais desfavorecidos” defendidos por Francisco Sá Carneiro.

“É um candidato que se afirma contra a Constituição. É um radical e o mundo hoje está muito perigoso”, apontou

Agora é entre Seguro e Ventura. O filme da noite que derrotou as primeiras apostas
Agora é entre Seguro e Ventura. O filme da noite que derrotou as primeiras apostas

Quanto a Isaltino Morais, ex-PSD, recusa admitir o voto em Seguro, mas diz que “jamais votará em Ventura”. Sobre um possível endosso por parte de Gouveia e Melo (que apoiou na primeira volta), o autarca de Oeiras diz não existir qualquer tipo de obrigação. “Não me parece que seja uma questão importante”, vincou.

O Almirante Gouveia e Melo teve, não tenho dúvidas, alguns votos de eleitores do Chega. Tinha realmente gente de todos os partidos políticos."

Antes, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, no programa da CNN Portugal em que é comentador, foi taxativo: “Não tenho a mais pequena dúvida em quem vou votar. É absolutamente claro e inequívoco. Vou votar em António José Seguro. Não tenho qualquer hesitação em dizê-lo."

O ex-ministro social-democrata Miguel Poiares Maduro e o historiador, comentador e antigo presidente da bancada do PSD José Pacheco Pereira anunciaram logo depois de serem conhecidos os resultados que votariam em Seguro na segunda volta.

Quanto ao antigo deputado do PSD Cristóvão Norte revelou que votará em António José Seguro, argumentando que optará "pela moderação" e que "o futuro da coesão nacional depende desta escolha".

"Não sou socialista, nunca serei, mas rejeito contribuir para uma sociedade cujo combustível seja a intolerância e o ressentimento", resumiu.

À Direita destaque também para o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, o mandatário da candidatura de João Cotrim Figueiredo, José Miguel Júdice e o ex-secretário-geral do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos.

No mesmo sentido, o deputado da Iniciativa Liberal Rodrigo Saraiva afirmou no programa "Entre políticos", da Antena Um, que votará em António José Seguro.

Por fim, na Madeira, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, adiantou que "à semelhança do aconteceu na primeira volta, o partido não vai apoiar ninguém na Madeira", apontando que "as pessoas são livres de votarem no candidato na segunda volta que entenderem".

[Artigo atualizado às 19h46 com mais posições de figuras social-democratas]

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