22 jan, 2026 - 02:17 • Ricardo Vieira
André Ventura garante que desconhecia que três elementos de um grupo neonazi eram também militantes do Chega. Em entrevista esta quarta-feira à RTP, o candidato presidencial mostrou irritado com perguntas sobre alegadas ligações do movimento 1143 ao partido.
“O Chega tornou-se um partido muito grande, com militantes de todos os quadrantes e, como em todos, há situações que não são as melhores. Procurei fazer diferente dos outros líderes partidários, sempre, afastar o que tinha de ser afastado, dar uma imagem aos portugueses de transparência”, declarou André Ventura, que vai disputar a segunda volta das eleições presidenciais com António José Seguro.
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O líder do Chega garante que “nem sei quem são” os elementos do grupo 1143 detidos no âmbito da Operação Irmandade com ligações ao partido. “Julgo que alguns já tinham sido expulsos até do partido e, portanto, essa questão nem se coloca”, respondeu.
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Ventura afirma que “qualquer pessoa pode ser militante do Chega”, um partido “de democracia, que quer melhorar a democracia, lutar contra a corrupção, lutar contra a violência e garantir que o país não se deixa invadir por imigrantes, também”.
Afirma que não quer desvalorizar o caso dos militantes neonazis, mas contra-ataca com críticas ao jornalismo, “invadido pela extrema-esquerda, e ao Partido Socialista.
“Isso era o mesmo que dizer que o PS é um partido de corrupção, porque todos os dias são presas pessoas corruptas do PS e tenho a certeza que não vai perguntar isso ao António José Seguro”, atirou.
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Questionado sobre o apelo do grupo 1143 ao voto na sua candidatura presidencial, André Ventura diz que cada um vota em quem quiser e lançou insinuações contra o antigo secretário-geral do PS Ferro Rodrigues, apoiante de António José Seguro.
“Eu hoje vi uma coisa que nunca vi sobre outro candidato, que é: ‘grupo neonazi apela ao voto em André Ventura’. É verdade. E quando o Ferro Rodrigues apelou ao voto em António José Seguro?”
Compara um grupo neonazi com Ferro Rodrigues?, perguntou o jornalista Vítor Gonçalves. “Comparo e comparo em muito pior. E quem nos está a ver sabe que Ferro Rodrigues fez coisas muito piores”, ripostou o líder do Chega.
André Ventura declara-se “intolerável à violência” e considera que os cartazes com mensagens como “Isto não é o Bangladesh” não incitam a comportamentos anti-imigrantes.
“O que pode levar a comportamentos de violência contra mulheres, contra cidadãos comuns é o comportamento que o jornalismo e os partidos de esquerda têm tido nos últimos anos, que é desvalorizar tudo o que é violador, assaltante, bandido que entra em Portugal e que vocês permitiram e acham bem”, alegou o candidato a Presidente da República.