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Presidenciais 2026

Cotrim de Figueiredo: "Não vou certamente votar em André Ventura"

23 jan, 2026 - 22:20 • Ricardo Vieira , Alexandre Abrantes Neves

"Eu não gosto de pessoas que usam a mentira como sistemática arma política", declarou o liberal que ficou em terceiro lugar na primeira volta das presidenciais.

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João Cotrim de Figueiredo anunciou esta sexta-feira que não vai cotar em André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais de 8 de fevereiro.

"Não vou certamente votar em André Ventura", declarou o candidato que ficou em terceiro lugar na primeira volta, em entrevista à SIC Notícias.

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Cotrim de Figueiredo, eurodeputado da Iniciativa Liberal, considera que os portugueses estão perante uma "escolha péssima" na segunda volta, "entre alguém que quer que Portugal esteja parado e entre alguém que quer Portugal ande para trás".

O liberal não afirma que vota no socialista António José Seguro, mas deixa duras críticas a André Ventura.

"Como sou um agente político e não me posso dar ao luxo de ser neutro, desempato pela componente mais básica da decência. Eu não gosto de pessoas que usam a mentira como sistemática arma política e tipo de argumentação e, sobretudo, aqueles que agora vêm pedir o apoio das mãos que durante tanto tempo estiveram a morder", declarou Cotrim de Figueiredo.

André Ventura tem uma "visão presidencialista do cargo completamente desajustada, uma tendência para a divisão terrível e para a instabilidade ainda pior, que vai fazer de Belém um foco de crescimento para o seu partido [o Chega]", sublinhou o antigo líder da IL.

A posição de Cotrim vem esclarecer o tiro que teve de corrigir durante a campanha eleitoral – o “lapso” que assumiu ao abrir a porta a um eventual apoio a André Ventura –, mas o também eurodeputado deixa um aviso aos partidos sobre o Chega.

“Não deem a nenhum dos candidatos o maior dos ativos políticos que é serem os únicos em qualquer coisa portanto. Não há os únicos que são moderados, não há os únicos que são democratas, não há os únicos que querem mudança, não há um líder da direita. E não há os únicos – isto é importante dizer – antissocialistas”, frisou.

“Vai ser a tese de André Ventura de vitimizar-se, dizendo que todos os que estão contra ele não são verdadeiros antissocialistas. Em muitas matérias, o partido mais socialista que há em Portugal é o próprio Chega”, criticou.

Nesta entrevista à SIC Notícias, Cotrim de Figueiredo anunciou a criação do movimento cívico e apartidário Horizonte 2031, porque considera que o capital de 900 mil votos nas presidenciais "não pode ser desperdiçado".

[Artigo atualizado às 23h28 com mais declarações de Cotrim de Figueiredo]

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  • Borrifo-me
    24 jan, 2026 para as indicações de voto deles 11:54
    Acho uma certa piada estes tipos dizerem que vão ou não votar em certos candidatos como se fossemos obrigados a seguir o voto deles, quando cada um de nós é que decide em quem vota.

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