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Presidenciais

Mais de 250 figuras "não-socialistas" lançam carta aberta de apoio a Seguro

24 jan, 2026 - 15:44 • Lusa

A carta, que continua a recolher apoios "online" e já conta com quase 4.000 assinaturas, rejeita a dicotomia defendida por André Ventura.

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Mais de duas centenas de figuras da área política "não-socialista" lançaram, este sábado, uma carta aberta de apoio a António José Seguro, elogiando-o pela moderação e sublinhando que André Ventura não os representa.

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Numa carta intitulada "Não-socialistas por Seguro", 250 personalidades lembram que, apesar de também haver uma segunda volta, as eleições deste ano "não podiam ser mais diferentes" das de 1986, uma vez que não estão frente a frente um candidato de centro-esquerda e outro de centro-direita, mas sim um nome de centro-esquerda e outro das "direitas radicais".

Entre os signatários constam nomes como o do advogado Adolfo Mesquita Nunes, os antigos ministros António Capucho, Miguel Poiares Maduro e Arlindo Cunha, a antiga vereadora da Câmara de Lisboa Filipa Roseta, o historiador José Pacheco Pereira, a futebolista Francisca Nazareth, o humorista José Diogo Quintela, os escritores Miguel Esteves Cardoso, Henrique Raposo, Pedro Mexia, Afonso Reis Cabral, Rita Ferro e Francisco José Viegas.

A carta, que continua a recolher apoios "online" e já conta com cerca de 4.000 assinaturas, rejeita a dicotomia defendida por André Ventura, que vê "este sufrágio como um confronto entre o bloco de esquerdas e o bloco de direitas, que qualificou como o campo "não-socialista"".

"Pertencendo todos os signatários ao campo não-socialista, entendemos que André Ventura não nos representa. Rejeitamos tanto o estilo como a substância, a manifesta falta de sentido de Estado e o divisionismo que o candidato anuncia ao dizer desde já que não pretende ser o Presidente de todos os portugueses", enfatizam.

Os signatários dizem ver em Ventura "propostas e posições inconstitucionais, discriminatórias ou atentatórias da dignidade humana" dando como exemplo a defesa de "confinamentos étnicos, sanções penais degradantes, a hipótese do regresso à pena de morte", a "estigmatização de comunidades migrantes, um securitarismo de razia" e "alinhamento com autocratas e governos autoritários".

"Por estas e outras razões, André Ventura não apresenta condições objectivas nem subjectivas para exercer o mais alto cargo do Estado", argumentam.

Em contrapartida, acrescenta o grupo, António José Seguro, "desde sempre ligado ao espaço socialista, evitou na campanha o facciosismo ou a ofensa, e tem um percurso político de moderação, honestidade e dignidade".

"Assim sendo, os signatários, ainda que não-socialistas, votam e apelam ao voto em António José Seguro. Temos decerto discordâncias ideológicas, mas sabemos que António José Seguro não atentará contra os valores democráticos e humanistas, nem contra os direitos, as liberdades e as garantias dos cidadãos", frisam os autores da carta.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 8 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.

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  • A. Moreira
    24 jan, 2026 Cascais 18:03
    Quem pretende votar na extrema direita está a esquecer e a trair todos os ideais do 25 de Abril, por que tantos lutaram e até perderam a vida durante decadas. É vergonhoso e de uma grande ignorância pensar que um candidato extremista, defensor da xenofobia e do racismo, pode retirar do fundo do poço o nosso país que, infelizmente, lá se encontra. Precisamos de democracia e dignidade para nos tornarmos no país europeu que já fomos, e sairmos rapidamente do 3º Mundo.
  • paulo
    24 jan, 2026 vfxira 17:18
    "tanta gente" a dizer em quem vai votar.......pensava que o voto era secreto,afinal esta comunicação social,parece que gosta de viver com estas "tricas".....o que interessa é o voto dos portugueses nas urnas,sondagens ....a maioria são feitas por medida e a pedido ....de quem?????.O povo não é estupido nem precisa de saber o que deve fazer,apenas escolhe em consciência o que lhe parece melhor para o seu país.
  • Maria Helena M.Anton
    24 jan, 2026 Sintra 16:39
    Apoio A.JSeguro pela sua postura só me leva a dizer é o PR que Portugal precisa👍

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