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Marcelo tenciona ir "às áreas mais afetadas" mas deixa a iniciativa "agora ao Governo"

29 jan, 2026 - 12:29 • Pedro Mesquita , Daniela Espírito Santo

Em entrevista exclusiva à Renascença, o Presidente da República dá "primazia" ao primeiro-ministro e aos candidatos presidenciais, mas garante visitar as zonas mais afetadas "dentro de dias", quando passar a "fase crucial de resposta" da Proteção Civil, que considera ter estado "muito bem". Elogia, ainda, a decisão de decretar estado de calamidade, com a qual concordou "imediatamente" quando foi informado durante o Conselho de Ministros.

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Marcelo tenciona ir "às áreas mais afetadas" mas deixa a iniciativa "agora ao Governo"
Ouça a entrevista de Pedro Mesquita ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na íntegra.

O Presidente da República assegurou, em entrevista à Renascença, que vai visitar as "áreas mais afetadas" pelo mau tempo que se tem verificado no país nos últimos dias, mas que deixa, para já, essa iniciativa "ao Governo" e candidatos presidenciais.

Marcelo Rebelo de Sousa confirmou à Renascença que foi consultado pelo Governo durante o Conselho de Ministros com a decisão de decretar estado de calamidade. A acompanhar "a par e passo a evolução da situação" com o primeiro-ministro, diz que concordou "imediatamente", porque "é preciso haver uma resposta rápida àquilo que é a angústia de muitos, a preocupação de muitos mais e, sobretudo, a preocupação sobre o processo que está em curso".

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Candidatos presidenciais "devem ter também primazia"

O Presidente da República assegura que vai visitar as zonas mais afetadas pela depressão Kristin "dentro de dias", relembrando a orientação que surgiu "a propósito dos incêndios" que, durante a "fase crucial da resposta por parte da Proteção Civil a uma calamidade", foi "entendido que não deviam aparecer responsáveis políticos no terreno".

"É preciso haver uma resposta rápida àquilo que é a angústia de muito"

"O Presidente da República deve estar presente um pouco depois", defende. Quanto aos que estão em "atividade eleitoral", diz compreender que estes "devam ter também primazia", "uma vez que se vive um período de campanha eleitoral".

"Mas eu tenciono, efetivamente, também ir a essas áreas mais afetadas", garante.

"Profunda preocupação e solidariedade"

Mostrando "profunda preocupação e solidariedade" para com as vítimas, Marcelo confirma que foi à Proteção Civil esta quarta-feira "sem comunicação social" para "estar à vontade para falar". Elogia a atuação dos mecanismos de urgência, garantindo que "a Proteção Civil está a reagir adequadamente".

"O Presidente da República deve estar presente um pouco depois"

Agradece, também, aos portugueses pelo "esforço muito grande" demonstrado nas últimas horas". "A Proteção Civil esteve muito bem, quer prevenindo, quer respondendo, mas foram, sobretudo, as pessoas que reagiram com uma maturidade excecional", elogia.

"A resposta e até a prevenção foi muito melhor agora"

Quanto à preparação do país para este tipo de calamidades, Marcelo Rebelo de Sousa salienta que "estamos perante uma realidade não verificada nestes termos pelo menos há 15 anos". "A Proteção Civil disse-me que o que há de comparável, mas muito menos grave, ocorreu em 2011 e, portanto, isto significa que não é um facto que tenha estado presente na nossa vida recente", adianta.~

"As pessoas reagiram com uma maturidade excecional"

"Nós temos estado a melhorar a resposta em termos de Proteção Civil, se compararmos com algumas calamidades que ocorreram há 7, 8 anos. A resposta e até a prevenção foi muito melhor agora". Mesmo assim, Marcelo entende que o cenário ambiental atual "implica uma preparação e uma prevenção a todos os níveis relativamente àquilo que não estávamos habituados a ter no nosso país".

Forças Armadas no terreno se for "considerado adequado"

Questionado sobre a possibilidade das Forças Armadas irem para o terreno, o Presidente da República repete que "a Proteção Civil está a reagir adequadamente" mas que, "todos os meios que forem necessário, que forem indispensáveis, serão mobilizados" no momento que for "considerado adequado".

"Em função das necessidades, os meios da Proteção Civil vão sendo adequados e reforçados", reitera o Presidente, que diz esperar que tudo "corra pelo melhor".

Momentos antes, o Presidente da República emitiu uma nota em que indica que concordou com a decisão do Governo de "decretar o estado de calamidade" e garantia que iria visitar as áreas mais afetadas quando terminasse "a fase em curso de intervenção da Proteção Civil".

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  • Maria
    29 jan, 2026 Palmela 15:17
    Estou admirada ? Porque razao tem que ser depois ? Corre vai la!

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