Mau tempo
Carneiro acusa Governo de "insensibilidade e impreparação" na resposta à Depressão Kristin
30 jan, 2026 - 11:00 • João Malheiro
Para o socialista, a declaração do estado de calamidade "foi tardia" e devia ter sido decretado "mal se soube a extensão dos danos".
José Luís Carneiro considera que o Governo mostrou "insensibilidade e impreparação" para antever e gerir a crise provocada pela passagem da Depressão Kristin, apontando que um mesmo já se tinha verificado no caso dos incêndios e no apagão de abril do ano passado.
Em conferência de imprensa, o secretário-geral do PS entende que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera informou "a tempo e horas" das características da tempestade e o Executivo devia ter-se antecipado ao mau tempo.
Para Carneiro, a declaração do estado de calamidade "foi tardia" e devia ter sido decretado "mal se soube a extensão dos danos", a 28 de fevereiro. No entender do líder socialista, a comunicação de crise do lado do Governo "tem faltado".
"Não houve reunião da Comissão Nacional da Proteção Civil, ou seja, uma vez mais, não existiu coordenação política interministerial prevista no Sistema de Proteção Civil", lamenta, por outro lado.
O secretário-geral do PS e antigo ministro da Administração Interna puxou dos galões da sua experiência "em gestão de crises" para garantir, ainda, "total disponibilidade" para apoiar o Governo durante a gestão desta crise.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 0h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
- Noticiário das 17h
- 21 jul, 2026






