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Presidenciais 2026

Ventura vai propor adiamento das eleições presidenciais por uma semana

05 fev, 2026 - 14:51 • Diogo Camilo , Filipa Ribeiro

Candidato presidencial diz que "não há portugueses de primeira e de segunda" e que "não há condições para disputar eleições neste contexto". Vai falar com Seguro e Marcelo para adiar eleições para 15 de fevereiro.

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André Ventura propõe adiamento da segunda volta das eleições para 15 de fevereiro
Ouça a peça da jornalista Filipa Ribeiro.

O candidato presidencial André Ventura vai propor esta quinta-feira o adiamento do ato eleitoral de segunda volta das presidenciais por uma semana, devido à situação de mau tempo que afeta o país desde a semana passada.

Em São Bartolomeu de Messines, Ventura diz que um político "tem que responder e reagir ao que está a acontecer" e "estar ao lado do seu país" e faz o apelo ao Presidente da República, a António José Seguro e às várias câmaras municipais para que a segunda volta se realize no dia 15 de fevereiro, à semelhança do que vai acontecer em Álcacer do Sal.

"Neste momento, a última preocupação das pessoas são eleições, são votos. As pessoas estão sem telhados, estão sem luz, sem abastecimento, sem comunicações. Não temos condições para disputar eleições neste contexto", afirmou Ventura.

"Nenhuma eleição é mais importante do que ajudar a população que nos elege", defendeu o candidato apoiado pelo Chega, que pede que todos os portugueses votem ao mesmo tempo, indicando que "não há portugueses de primeira e de segunda".

"Metade do país a votar e outra metade a não votar? Isto faz algum sentido?", questionou Ventura, considerando que deve ser pedido "à Comissão Nacional de Eleições" (CNE) o adiamento das presidenciais para meados de fevereiro".

A organização do ato eleitoral compete, de acordo com a lei, à Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, tendo a CNE o papel de fiscalizar e garantir a isenção e igualdade de tratamento das candidaturas.

Quanto à Lei Eleitoral do Presidente da República, apenas prevê a não realização da votação em determinadas assembleias de voto, e não no país em geral, quando ocorrer "alguma calamidade no dia marcado para as eleições ou nos três dias anteriores". Estabelece que nesses casos "o reconhecimento da impossibilidade de a eleição se efetuar e o seu adiamento competem ao presidente da câmara municipal ou, nas regiões autónomas, ao representante da República".

Os 68 concelhos em situação de calamidade após a passagem da depressão Kristin têm 17,1% da população residente em Portugal e 16,7% da área total. Em muitas das freguesias, ainda sem eletricidade, existirão dificuldades no acesso ao voto nas eleições presidenciais de domingo. No total da área afetada, estão inscritos 1.589.165 eleitores (14,4% do total).

[notícia atualizada às 16h01]

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  • Maria
    05 fev, 2026 Palmela 16:55
    Acho bem as pessoas andam com a cabeca desfeita!

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