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Carlos Moedas integra ex-vereadora do Chega no executivo e assegura maioria na Câmara de Lisboa

11 fev, 2026 - 10:22 • Olímpia Mairos

Ana Cristina Marques Simões da Silva, que se desfiliou do Chega em janeiro por “incompatibilidades políticas intransponíveis”, assume pelouros da saúde e do desperdício alimentar e integra grupo de trabalho para projetos europeus.

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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, passa a dispor de maioria no executivo municipal, após integrar uma vereadora independente no regime de tempo inteiro. A decisão será formalizada numa reunião extraordinária agendada para sexta-feira, 13 de fevereiro, às 9h30.

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De acordo com informação enviada à comunicação social, o autarca convocou o executivo camarário com o objetivo de fixar em oito o número de vereadores em regime de tempo inteiro, ao abrigo do artigo 58.º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro. Com esta alteração, passa a estar abrangida por este regime a vereadora independente Ana Cristina Marques Simões da Silva.

A agora vereadora a tempo inteiro tinha anunciado, em janeiro, a sua desfiliação do Chega, invocando “incompatibilidades políticas intransponíveis” com Bruno Mascarenhas. Na altura, apontou divergências profundas na forma de atuação política e afastou a hipótese de permanecer no executivo sem responsabilidades atribuídas.

Ana Cristina Marques Simões da Silva sublinhou então que não pretendia desempenhar um papel “meramente decorativo” na Câmara Municipal de Lisboa, defendendo que a sua participação deveria traduzir-se em funções executivas concretas e intervenção efetiva nas áreas de governação da cidade.

Com esta alteração, Carlos Moedas passa a contar com uma maioria de nove eleitos num total de 17 vereadores, reforçando a estabilidade política do executivo para o mandato 2025-2029.

Segundo a mesma nota, a decisão “reforça as condições para uma governação estável e coesa da cidade”, tendo como objetivo “garantir a execução do programa sufragado pelos lisboetas nas últimas eleições autárquicas”.

Após a aprovação da proposta, a vereadora independente assumirá competências nas áreas da saúde e do combate ao desperdício alimentar, integrando ainda o grupo de trabalho responsável pelas candidaturas a projetos europeus. “O reforço do executivo permitirá dar maior capacidade de resposta em áreas estratégicas para a cidade, como a saúde pública e a sustentabilidade”, lê-se na nota.

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