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"Em Coimbra não volta a fazer isto". Autarca e ministro da Agricultura discutem em público

24 fev, 2026 - 16:45 • Ricardo Vieira, com redação

José Manuel Fernandes começou por responder às perguntas dos jornalistas, antes de falar com a presidente da Câmara de Coimbra. Uma postura que mereceu críticas por parte de Ana Abrunhosa, com os jornalistas presentes.

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Ana Abrunhosa dá "puxão de orelhas" ao ministro José Manuel Fernandes

O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, e a autarca de Coimbra, Ana Abrunhosa, envolveram-se esta terça-feira à tarde numa discussão em público, durante uma visita ao troço da A1 que colapsou devido às cheias do Mondego.

José Manuel Fernandes deslocou-se àquela região para acompanhar as obras que ainda procedem na autoestrada do Norte, que foi reaberta de forma condicionada na segunda-feira.

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O ministro começou por responder às perguntas dos jornalistas, antes de falar com a presidente da Câmara de Coimbra. Uma postura que mereceu críticas por parte de Ana Abrunhosa, com os jornalistas presentes.

A discussão entre o ministro da Agricultura e a autarca de Coimbra durou vários minutos.

Transcrevemos uma parte da troca de palavras entre José Manuel Fernandes e Ana Abrunhosa:

Ana Abrunhosa: "O senhor vem fazer conferência de imprensa ou vem ouvir os autarcas?"

José Manuel Fernandes: "Estou aqui a responder a perguntas..."

Ana Abrunhosa: "Tem o dever constitucional de falar com os autarcas Se vem fazer uma conferência de imprensa, vamos embora".

José Manuel Fernandes: "Eu estou a responder a perguntas, não fiz nenhuma conferência..."

Ana Abrunhosa: “Em Coimbra não volta a fazer isto, eu peço-lhe por favor”

José Manuel Fernandes: “O território é de todos nós, o território é de todos nós”

Ana Abrunhosa: Aqui, está em Coimbra e eu represento os conimbrisenses”.

José Manuel Fernandes: “Eu respondi a perguntas e antes nem fui em que respondi”

Ana Abrunhosa: “Eu já fui ministra…”

José Manuel Fernandes: “Eu sei que já foi…”

Ana Abrunhosa: “Eu já fui ministra, eu era incapaz de fazer o que senhor fez”.

Amigos como dantes, depois do "puxão de orelhas"

Depois da discussão, as pazes. O ministro e a autarca terminaram abraçados. “Tudo sanado”, disseram os dois políticos.

“Nestas horas, os nossos sentimentos muitas das vezes falam um bocadinho mais alto do que a razão. Não tenho a mínima dúvida que temos no ministro da Agricultura um parceiro e que ele sabe o que faz”, rematou Ana Abrunhosa.

O ministro da Agricultura recorreu mais tarde às redes sociais para lamentar “o sucedido e a ‘tensão’ desnecessária”.

José Manuel Fernandes explica que se deslocou a Coimbra para visitar a reconstrução do dique do Mondego, essencial para os agricultores da região, e para reunir-se com as associações de regantes e cooperativas.

“A Sra. Presidente de Câmara, Ana Abrunhosa, chegou atrasada, sem avisar, cerca de 20 minutos. Aparentemente, cometi o erro de querer chegar a horas e de ter iniciado a visita para falar com associações e cooperativas de agricultores presentes e que estavam à minha espera. Pelos vistos, cometi outro erro, que foi o de responder a questões dos jornalistas que acompanhavam a visita”, ironiza o governante.

José Manuel Fernandes sublinha que “a situação acabou por não deixar nenhuma mágoa pessoal, ficando tudo resolvido”.

“No final, tudo se perdoa”, concluiu, “até porque, como a própria Presidente Ana Abrunhosa referiu, na situação que se viveu e que ainda se vive, há uma dose de emoção face à situação de sofrimento e às dificuldades”.

[notícia atualizada - com post de José Manuel Fernandes nas redes sociais]

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  • António Bastos
    24 fev, 2026 Ovar 21:58
    Institucionalmente os governantes ministeriais devem coordenação com o poder das CCDRs e poder local as visitas aos Municípios do País de forma coerente e séria para evitar estes conflitos de interesses partidários. Ana Abrunhosa com razão absoluta porque o ministro comportou-se como dono disto tudo. Vergonha
  • Pseudo-soberania
    24 fev, 2026 Quintinhas de Poder 17:40
    É isto: as quintinhas de Poder. é isto que trama as populações, pseudo-soberanias e manias de reizinho, em lugar de protegerem quem lhes deu o voto. Mais que nunca, é necessário um diretor-geral de crises, que responda apenas ao primeiro-ministro e Presidente, com autoridade sobreposta a autarcas, Proteção Civil, bombeiros, GNR, PSP, e com poder para requisições tipo requisição militar de empreiteiros e companhias de construção civil, além claro, de mobilização das Forças Armadas. Andarem a discutir uns com os outros pseudo-questões de jurisdição e soberania, isso é que não
  • José Martins Gonçalv
    24 fev, 2026 Sesimbra 16:58
    Temos mulher.

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