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CDS Cascais nega acordo com o Chega e pede estabilidade na autarquia

25 fev, 2026 - 10:52 • Olímpia Mairos

Partido reafirma lealdade ao executivo municipal e alerta para a necessidade de estabilidade institucional.

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O CDS-PP Cascais negou esta quarta-feira qualquer envolvimento em acordos políticos com o Chega para a atribuição de pelouros no executivo da Câmara Municipal de Cascais, sublinhando que nunca participou em negociações nesse sentido.

Em comunicado, a concelhia do CDS afirma de forma categórica que “não está, nem esteve envolvida em qualquer acordo político com o partido Chega para a atribuição de pelouros”, acrescentando que a posição agora assumida visa “esclarecer quaisquer interpretações ou informações veiculadas em contrário”.

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Apesar de discordar da decisão tomada pelo presidente da Câmara quanto à integração de eleitos de outro partido no executivo, o CDS Cascais reconhece que essa opção se insere nas competências próprias do cargo.

“A definição da composição do executivo e a atribuição de pelouros constituem prerrogativas exclusivas das competências do Presidente da Câmara Municipal, no âmbito das suas funções institucionais”, refere o comunicado.

O partido sublinha ainda que respeita o resultado das últimas eleições autárquicas e garante que continuará focado no trabalho político de proximidade.

“O CDS-PP/Cascais encara com respeito a decisão expressa pelos eleitores nas últimas eleições autárquicas e continuará focado no trabalho junto das populações, na defesa dos interesses do concelho e na atenção permanente às suas necessidades”, lê-se.

No mesmo texto, a concelhia democrata-cristã lembra o papel que tem desempenhado na governação local e manifesta preocupação com a estabilidade do executivo.

“O CDS em Cascais foi sempre um fator de estabilidade e um parceiro leal na governação do município”, lê-se no comunicado, onde se expressa a expectativa de que as alterações agora anunciadas “não comprometam a necessária estabilidade institucional para o cumprimento dos compromissos assumidos com a população de Cascais”.

O CDS Cascais reafirma, por fim, que manterá uma atuação política responsável e coerente, assegurando que assumirá “sempre uma posição responsável e coerente em defesa dos interesses do concelho”.

O PSD Cascais afirmou esta terça-feira que a atribuição de pelouros aos vereadores do Chega resulta de um compromisso do presidente do executivo de trabalhar com todos os eleitos, sublinhando que essa escolha traduz respeito pelos eleitores.

“Nuno Piteira Lopes cumpriu a sua palavra, assumida antes, durante e após as eleições autárquicas. Em todos estes momentos, disse estar sempre disponível para trabalhar com todos os eleitos, independentemente do resultado das autárquicas”, refere a concelhia social-democrata de Cascais, em comunicado.

Em causa está a decisão do atual presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes (PSD), de atribuir pelouros aos dois vereadores do Chega, uma opção que gerou várias críticas políticas.

Na sequência desta decisão, os dois eleitos do Partido Socialista, com quem o PSD tinha um acordo de governação, abdicaram dos pelouros, devolvendo-os à liderança do executivo PSD/CDS-PP.

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