PS propõe “Programa Voltar a Casa” com criação de residências de transição para aliviar pressão nos hospitais
26 fev, 2026 - 09:08 • Teresa Almeida
O Voltar a Casa, inclui a criação de residências de transição destinadas a acolher pessoas que já tiveram alta clínica, mas que ainda não podem regressar ao domicílio ou integrar outras respostas sociais ou de saúde. A medida envolve o Ministério da Saúde, o Ministério da Segurança Social e o setor social.
O Partido Socialista leva a discussão no Parlamento esta quinta-feira, o Programa Voltar a Casa, uma proposta que prevê a criação de residências de transição para acolher pessoas já clinicamente aptas a sair do hospital, garantindo cuidados continuados e libertando até 12% das camas atualmente ocupadas por internamentos sociais. As novas residências, a implementar pelo setor social com apoio financeiro do Estado, permitirão acolher utentes após a alta hospitalar, oferecendo acompanhamento médico e social durante até dois anos, enquanto é definido o destino mais adequado para cada pessoa.
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O Voltar a Casa, inclui a criação de residências de transição destinadas a acolher pessoas que já tiveram alta clínica, mas que ainda não podem regressar ao domicílio ou integrar outras respostas sociais ou de saúde. A medida envolve o Ministério da Saúde, o Ministério da Segurança Social e o setor social.
Segundo explicou à Renascença, a deputada do PS, Irene Costa, o objetivo é garantir que estas pessoas possam sair dos hospitais “de uma forma digna, com acompanhamento social e de saúde, enquanto se prepara o destino adequado à situação de cada uma delas”.
As residências de transição serão criadas sobretudo pelo setor social, que terá acesso a apoio financeiro para adaptar espaços já existentes. O PS sublinha que o conhecimento e os recursos humanos destas instituições são determinantes.
Como foi referido na apresentação, “contamos com o setor social, que já tem o know-how e os recursos humanos e materiais, sendo necessário fazer algumas adaptações para que possam acolher estas pessoas”.
A estadia poderá durar até dois anos, durante os quais será desenvolvido um plano individual para cada utente. Esse plano poderá encaminhar a pessoa para o regresso a casa, ingresso na Rede de Cuidados Continuados, apoio domiciliário ou outras respostas.
“As pessoas terão todo o acompanhamento necessário, social, médico e de enfermagem, para que possam continuar a ser devidamente acompanhadas”, afirmou a socialista.
O PS destacou ainda que o programa responde a uma necessidade urgente: libertar camas hospitalares atualmente ocupadas por pessoas já clinicamente aptas a receber alta. “Neste momento temos cerca de 3.000 internamentos sociais, o que representa quase 12% das camas dos hospitais do SNS”, explicou, acrescentando que esta pressão dificulta a entrada de quem realmente precisa de cuidados hospitalares.
Sobre a aprovação da medida, o Irene Costa mostrou confiança no debate parlamentar: “Este não é um debate partidário. É um debate que tem a ver com as respostas reais que chegam às pessoas, e pensamos que todos são sensíveis a esta questão.”
O partido acredita que o setor social estará disponível para colaborar, lembrando que este “tem sido um setor fundamental na complementaridade das respostas e na proximidade com as pessoas”.
- Noticiário das 12h
- 11 mai, 2026








