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Médio Oriente

Governo autorizou uso das Lajes para operação dos EUA contra o Irão, diz Rangel

02 mar, 2026 - 20:56 • Ricardo Vieira

"O acordo das Lajes prevê que fora de operações da NATO e de organizações internacionais possa haver autorização", sublinha o ministro dos Negócios Estrangeiros. Portugal impôs três condições aos Estados Unidos.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirma que os Estados Unidos pediram e o Governo português autorizou a utilização da Base das Lajes para a operação militar "Fúria Épica" contra o Irão.

Paulo Rangel garantiu esta segunda-feira, em entrevista à TVI, que tudo foi feito dentro da legalidade e de acordo com o regime de utilização da Base das Lajes.

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"O acordo das Lajes prevê que fora de operações da NATO e de organizações internacionais possa haver autorização", sublinha o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Paulo Rangel adianta que a autorização foi dada após serem "consultados o Presidente da República, o Presidente da República eleito e os líderes dos maiores partidos da oposição”.

Os Estados Unidos pediram a autorização na sexta-feira e a resposta portuguesa só foi dada já após o início do ataque ao Irão, ao final do dia de sábado.

De acordo com o chefe da diplomacia portuguesa, a Base das Lajes "não esteve envolvida em qualquer ataque do ataque inicial, não esteve em nenhuma dessas operações".

"Esta é uma questão muito importante. Assim foi com o Reino Unido, com a França, com a Alemanha. Estamos exatamente nessa posição", sublinha.

O Governo português autorizou a utilização da Base das Lajes na Operação Fúria Épica, mas impôs várias condições aos Estados Unidos.

"As condições é fundamental que sejam conhecidas. A primeira, é que seja em resposta a um ataque. A tal ideia defensiva, uma retaliação. Depois, tem de obeceder ao princípio da necessidade e da proporcionalidade. Só pode visar alvos de natureza militar. Nós fomos ao Direito Internacional buscar estes três critérios", argumenta Paulo Rangel.

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