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NOTÍCIA RENASCENÇA

Seguro vai à REPER buscar assessora diplomática. Manuela Teixeira Pinto é o primeiro nome da futura Casa Civil

02 mar, 2026 - 10:50 • Susana Madureira Martins

É diplomata de carreira desde 1996 e, desde maio de 2022, assumiu as funções de Representante Permanente Adjunta de Portugal junto da União Europeia (REPER), em Bruxelas.

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A uma semana de tomar posse como Presidente da República, António José Seguro já escolheu Manuela Teixeira Pinto como assessora diplomática, sabe a Renascença, sendo o primeiro nome da futura Casa Civil de Belém a ser conhecido. É diplomata de carreira desde 1996 e, desde maio de 2022, assumiu as funções de Representante Permanente Adjunta de Portugal junto da União Europeia (REPER), em Bruxelas.

Numa altura de intensa atividade na cena internacional, Seguro vai buscar uma mulher diplomata com experiência sobre o funcionamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). Manuela Teixeira Pinto esteve na Delegação Permanente de Portugal junto da NATO entre 2018 e 2022 e serviu também na Missão de Portugal junto das Nações Unidas.

A diplomata esteve ainda a trabalhar em organizações internacionais em Genebra entre 2014 e 2018 e antes esteve na Embaixada de Portugal em Varsóvia entre 2005 e 2008 e teve uma primeira passagem na Representação Permanente de Portugal junto da UE entre 2001e 2005.

Manuela Teixeira Pinto tem também experiência de Governo, tendo sido chefe de gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Pedro Lourtie, no último executivo de José Sócrates e logo a seguir transitou para chefe de gabinete do secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Em Lisboa, a diplomata desempenhou ainda as funções de Diretora das Organizações Políticas Internacionais e foi diretora dos Assuntos Institucionais da União Europeia e das Relações Bilaterais entre 2008 e 2009.

A futura assessora diplomática de Seguro é licenciada em Relações Internacionais pela Universidade do Minho e tem uma pós-graduação em Estudos Europeus pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Seguro quer resolução dos conflitos “pela via pacífica e diplomática”

A escolha de uma assessora diplomática para Belém com experiência transversal em delegações da NATO, Nações Unidas e da União Europeia surge também no seguimento das posições que António José Seguro foi tomando sobre política externa ao longo da campanha eleitoral para as presidenciais.

No arranque da segunda volta, ainda como candidato, Seguro defendeu a presença de Portugal na NATO, salientando a importância de ter parceiros que garantam a defesa do país, pedindo uma resolução dos conflitos mundiais “pela via pacífica e diplomática”.

Após uma reunião, em Lisboa, com especialistas em política internacional, como Ana Santos Pinto, Bernardo Ivo Cruz ou Teresa Violante ou ainda o vice-presidente do PSD Carlos Coelho, o futuro Presidente da República reafirmou a manutenção de Portugal “nas alianças quer da NATO, quer da União Europeia. Nós precisamos de parceiros para garantir a nossa defesa e a nossa segurança e simultaneamente também de parceiros para garantir a nossa prosperidade. E isso é essencial. Dito isto, há muito trabalho de casa a fazer, quer no seio da União Europeia, quer no seio do nosso país”, salientou.

Seguro disse estar a fazer esse trabalho e deixou a garantia aos portugueses de que procurará assegurar “que o consenso que existe em termos de forças políticas do nosso país se possa manter perante os desafios pela frente, garantindo o aprofundamento da autonomia estratégica quer de Portugal, quer da Europa”, acrescentou.

A reunião com especialistas na área da política internacional serviu ainda como garantia de que Seguro segue “com bastante atenção” a situação internacional e para “garantir que as condições de segurança e defesa do país se manterão e reforçarão”.

Seguro toma posse como Presidente da República daqui a uma semana, a 9 de março, numa sessão solene no Parlamento, em Lisboa, onde irá jurar a Constituição. Para além disso, irá, depois da posse formal, e segundo uma nota divulgada pela agência Lusa, estender o programa a outras regiões do país, passando pelo concelho de Arganil, por Guimarães, terminando no Porto, onde será recebido na câmara municipal.


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