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Irão

Rangel vai ser ouvido no parlamento sobre base das Lajes

03 mar, 2026 - 18:29 • Lusa

Requerimento do PS aprovado com a abstenção do PSD e do Chega.

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A comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros vai ouvir o chefe da diplomacia, Paulo Rangel, sobre o uso da base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos, após um requerimento do PS aprovado esta terça-feira.

O requerimento do PS foi aprovado pela comissão, com a abstenção do PSD e do Chega, e perante críticas do deputado social-democrata Paulo Neves, que acusou o PS de partidarizar este tema.

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Na iniciativa, que foi entregue à comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas na sexta-feira, véspera do início dos ataques dos EUA de Israel ao Irão, os deputados socialistas consideraram que o aumento das movimentações na base militar, observado nas últimas semanas, se "reveste de grande sensibilidade, subsistindo dúvidas quanto à finalidade última das operações em causa e respetivo enquadramento jurídico internacional".

Catarina Louro (PS) referiu, na reunião esta tarde da comissão, que têm sido transmitidas imagens e notícias que dão conta do aumento do tráfego na base das Lajes, o que "levanta várias questões".

O ministro dos Negócios Estrangeiros "tem estado a dar entrevistas desde ontem [segunda-feira], mas o PS entende que o saudável escrutínio político se faz no parlamento", considerou a deputada socialista.

Paulo Neves destacou a "enorme delicadeza" do tema e considerou "lamentável" chamar o ministro à comissão, recordando que Rangel tem feito "declarações públicas e comunicados".

"O ministro foi muito preciso quando falou de uma autorização condicionada desde sábado", referiu o social-democrata, salientando que, até sexta-feira, "a realidade era uma e após o início da guerra, a situação mudou".

"O Governo português respeita a soberania nacional e dá-se ao respeito (...) Houve critérios que o senhor ministro impôs ou apresentou para que os aviões possam utilizar a base das Lajes e nenhum avião que vá participar num ataque direto ao Médio Oriente pode partir da base", descreveu, salientando a posição "muito coerente, clara, quiçá muito corajosa" perante um aliado como os Estados Unidos.

Catarina Louro acusou o PSD de estar nervoso com este tema e salientou que o PS "não formulou qualquer conclusão sobre a ação do Governo" nesta matéria.

"Os requerimentos não devem ser remetidos para a questão da partidarite", defendeu.

Também na reunião, foi chumbado, com os votos do PSD e Chega, um requerimento do PAN para ouvir Paulo Rangel e representantes de oito entidades, incluindo a Comissão Europeia, UNICEF e Amnistia Internacional.

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  • Real Politik
    04 mar, 2026 Ou estás feito 14:29
    Ele que apresente as coisas em termos reais, como elas são, e não a forçar a coisa para o lado dos EUA, ou então a cambada Livre-PCP-BE mais a ala radical do PS, crucifica-o, e arrasa com o governo ...

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