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REUNIÃO INFORMAL PR E PM

Marcelo e Montenegro despedem-se em encontro informal com jornalistas. "Fomos felizes e eficazes"

05 mar, 2026 - 14:00 • Susana Madureira Martins

Governo despede-se de Marcelo Rebelo de Sousa com reunião do Conselho de Ministros, um encontro informal com os jornalistas e fotografia de família na residência oficial do primeiro-ministro. O Presidente cessante definiu a relação com Montenegro como "fomos felizes e sabíamos".

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Marcelo e Montenegro despedem-se em encontro informal com jornalistas

"Temos um reconhecimento e gratidão enormes pelo espírito de cooperação institucional e pessoal com o Presidente da República" e "fomos felizes e eficazes". Foi com estas palavras que o primeiro-ministro Luís Montenegro iniciou a sessão de despedida ao Presidente da República. Lado a lado, sentados em dois cadeirões na sala da lareira, na residência oficial em São Bento, o Presidente da República cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, prestam declarações aos jornalistas designadas pelo gabinete do chefe de Governo como "informais".

Com os jornalistas presentes, o Presidente da República falou de uma relação "tripla" com o primeiro-ministro: cooperação "institucional", "estratégica e "pessoal" e "sem problemas", referindo que ambos estiveram de "acordo quanto ao essencial".

Marcelo considera ainda que "é muito mais difícil ser Governo agora" e que "não há comparação" com os primeiros anos da democracia, com "a velocidade com que decorrem as crises" agora. O Presidente cessante elogiou a "dedicação" do primeiro-ministro "porque é cada vez mais complexo e difícil" governar, justificando que se "espera uma estabilidade dos preços e os preços sobem, espera-se a paz e surge a guerra. Isso é um quebra-cabeças".

"Foram dois anos muito intensos, o primeiro-ministro é muito rápido, gosta de antecipar o tempo político, gosta do efeito surpresa e gere isso de forma que a comunicação social não pode antecipar", resumiu o chefe de Estado cessante que na segunda-feira termina o seu mandato com a tomada de posse de António José Seguro.

Marcelo referiu ainda que nestes dez anos de mandato, a relação com o anterior Governo de António Costa se pode caracterizar como "éramos felizes e não sabíamos" e define agora a relação com o Governo de Luís Montenegro como "fomos felizes e sabíamos". "Este é mesmo o fecho da intervenção política", sentenciou o Presidente cessante, prometendo ir às reuniões do Conselho de Estado, "resistir à tentação" de intervir publicamente e prometendo "experimentar" contribuir para a "saúde" das instituições "dessa maneira".

O Presidente da República garante que quer "sair de cena" e que aprendeu "a admirar" os seus antecessores "ainda mais do que já admirava", revelando ainda que aprendeu a "dificuldade que é ser-se Presidente da República" e que aprendeu "quantas vezes não agradeceria ter ex-Presidentes da República a intervir na vida política. Portanto, agora tenho a obrigação de ter aprendido a lição".

Seguro - "O melhor de todos os Presidentes da República"

Num período de perguntas e respostas dos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa ainda falou do que espera do seu sucessor. "Se for possível, que consiga ser o melhor de todos os Presidentes da República", começou por dizer o chefe de Estado cessante. "Porque tem um apoio tal e tem uma esperança tal das pessoas atrás dele que isso implica como uma obrigação de todos os cidadãos desejar isso mesmo", concretizou ainda Marcelo.

Marcelo desejou ainda que "numa das peças fundamentais esteja um bom relacionamento com o Governo e do Governo com o Sr. Presidente da República. Acho que, neste momento do mundo, da Europa, do país, depois da calamidade, era o ideal para todos".

O primeiro-ministro foi no mesmo sentido. Montenegro referiu-se ao encontro que teve na semana passada com o Presidente eleito como "empático" e disse ter a "certeza absoluta" que ambos se irão "entender bem do ponto de vista pessoal e do ponto de vista institucional".

Após ter presidido ao segundo Conselho de Ministros no consulado do Governo da AD, Marcelo Rebelo de Sousa despediu-se esta quinta-feira do Governo com uma sessão de cumprimentos a praticamente todo o elenco do executivo presente, incluindo ministros e secretários de Estado que desfilaram pela sala da lareira, que incluiu, por exemplo, o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, que, na semana passada, teve uma indisposição que o obrigou a deslocar-se ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

De gravata preta, na sequência do luto nacional decretado pelo Governo pela morte do escritor António Lobo Antunes, o Presidente da República entrou na sala da lareira sorridente e foi dando abraços, beijinhos e pancadinhas nas costas aos diversos membros do executivo, antes de todo o elenco tirar a fotografia de família com Marcelo nos jardins de São Bento.

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