Mariana Vieira da Silva
"Se continuar sem respostas, PS poderá mudar a sua estratégia de diálogo com o Governo"
05 mar, 2026 - 18:15 • José Pedro Frazão
A ex-ministra Mariana Vieira da Silva concorda com a estratégia do atual líder do PS, mas quer debate no Congresso marcado para o final do mês em Viseu. Na Renascença, a deputada socialista defende que o partido precisa de fazer uma reflexão "sem pressas nem dramas" para a qual promete contribuir.
Mariana Vieira da Silva admite que o PS poderá mudar de estratégia se o Governo continuar a ignorar a disponibilidade de José Luís Carneiro para dialogar sobre várias políticas.
No programa Casa Comum, da Renascença, a ex-ministra socialista concorda com a estratégia do líder socialista de disponibilidade para o diálogo com o Governo. “Depois de umas eleições precipitadas muito cedo numa legislatura, o PS precisava de mostrar essa disponibilidade. Agora, as disponibilidades mostram-se e depois ou têm resposta ou não têm. Se continuar a não ter resposta, é possível que seja necessário mudar um bocadinho a estratégia”, afirma a deputada socialista.
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A ex-ministra considera que “ninguém tem nada a apontar” ao caminho feito pelo secretário-geral do Partido Socialista ao cabo de seis meses no exercício do cargo, sobretudo “para os resultados eleitorais que teve”, que justificam a ausência de uma disputa eleitoral para a liderança do partido. José Luis Carneiro é candidato único nas eleições diretas para o cargo de secretário-geral do PS agendadas para 13 e 14 de março.
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Questionada sobre o contexto que tem reclamado para um debate interno pós-eleitoral no partido, Mariana Vieira da Silva considera que o Congresso de 27 a 29 de março, em Viseu, é “o primeiro momento” desse debate, confiando “que o secretário-geral do PS o faça, porque sinto que ele também sente que o partido precisa disso”.
Admitindo que um “congresso não-disputado” tem menos focos de atenção política e mediática, a antiga ministra promete participar com as suas reflexões.
“Tenho contribuído nas áreas em que participo de forma mais ativa neste momento. E contribuirei naturalmente para o Congresso e para todas as reflexões que acho que o PS ainda tem que fazer a seguir. Sem dramas e sem pressas, porque não é expectável que nada aconteça muito em breve”, sustenta a dirigente socialista.
Mariana Vieira da Silva insiste que o PS “ainda tem bastante tempo pela frente, num contexto de estabilidade” para preparar alternativas ao Governo, como partido de oposição. “Mas tenho consciência que um partido como o Partido Socialista, a todo o momento, tem de estar preparado”, remata Mariana Vieira da Silva.
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