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Tomada de posse de Seguro

Aguiar-Branco assinala a "proximidade" de Marcelo e os "consensos" de Seguro

09 mar, 2026 - 11:00 • João Malheiro

O presidente da Assembleia da República diz que Marcelo foi "mais amado no país real do que no país político" e manteve-se sempre "igual a si próprio". Já sobre António José Seguro, Aguiar-Branco destaca que "a maior votação de sempre foi num candidato que defendeu abertamente a necessidade de consensos e acordos".

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Aguiar-Branco assinala a "proximidade" de Marcelo e os "consensos" de Seguro

Na cerimónia de tomada de posse do novo Presidente da República, o presidente da Assembleia da República deixou, em discurso, duas notas: uma sobre Marcelo Rebelo de Sousa, que agora cessa funções, e António José Seguro, que agora as assume.

José Pedro Aguiar-Branco começou por usar a ideia de que "todos os portugueses têm uma fotografia com o Presidente Marcelo", para realçar o tipo de relação que o antigo chefe de Estado "soube criar com os 10 milhões de portugueses".

O presidente da Assembleia da República diz que Marcelo foi "mais amado no país real do que no país político" e manteve-se sempre "igual a si próprio".

"Passaram-se os anos, mudaram-se os governos e as circunstâncias e Marcelo foi sempre Marcelo. Previsível imprevisibilidade, proximidade irrepetível e afeto mais genuíno do que estamos tantas vezes dispostos a conceder", sublinhou.

Por considerar que Marcelo Rebelo de Sousa "foi o Presidente da República que os portugueses precisavam", Aguiar-Branco fez questão de lhe agradecer pelo seu serviço ao país, o que levou a uma ovação em pé por parte de todos os que estão presentes no Parlamento para a cerimónia de tomada de posse.

Já sobre António José Seguro, Aguiar-Branco destaca que "a maior votação de sempre foi num candidato que defendeu abertamente a necessidade de consensos e acordos", apesar das eleições se terem realizado enquanto Portugal enfrentava "temporais sem precedentes e as sondagens não davam margem a grandes surpresas".

"Num tempo em que se coloque tantas vezes tanto em causa, lembrar que os portugueses acreditam no nosso regime democrático, construído ao nome de 50 anos. Confiam nesta República que a nossa Constituição protege", assinala.

"Onde ouvimos polarização, devíamos ser capazes de ver debate. Onde ouvimos fragmentação, devíamos ver participação. E quando vemos crise, devíamos ver resultados. Nunca houve tantos portugueses interessados no que fazemos, a discutir o que dizemos, tão preparados e capazes de escrutinar. Concluímos que a Democracia funciona", considera".

A partir de hoje deixa de representar este ou aquele eleitor. Passa a representar-nos a todos. Sei que fará com a dignidade que a função exige", terminou Aguiar-Branco, dando a palavra, de seguida a Seguro, para efetuar o seu primeiro discurso enquanto Presidente da República.

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