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Elogios, avisos e exigências: as primeiras reações ao discurso do novo Presidente da República

09 mar, 2026 - 12:45 • Fábio Monteiro

Primeiras reações partidárias ao discurso de tomada de posse de António José Seguro multiplicam-se. Defesa da democracia, estabilidade política e necessidade de reformas dominam as leituras dos partidos.

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O primeiro discurso de António José Seguro como Presidente da República gerou reações distintas entre os partidos. O Livre considera que a intervenção cumpre o essencial da defesa da democracia, enquanto PSD e CDS sublinham o apelo à estabilidade política. Já PCP e Bloco de Esquerda dizem acompanhar parte do diagnóstico, mas questionam a ausência de soluções concretas.

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A Iniciativa Liberal pede que o novo chefe de Estado seja “um Presidente de soluções e não de bloqueios”, o PAN destaca a importância de abrir um ciclo de estabilidade e diálogo político e o Chega promete colaborar para garantir estabilidade institucional.

Livre. Palavra de ordem: estabilidade

O Livre, pela voz de Rui Tavares, considerou que o discurso do novo Presidente cumpre aquilo que considera “essencial da defesa da democracia” numa intervenção inaugural. Referiu também que “Portugal é uma democracia madura”, deixando ainda uma palavra de agradecimento a Marcelo Rebelo de Sousa pelos serviços prestados.

Tavares destacou igualmente as referências do novo Presidente ao contexto internacional. “Aquilo que todos entendemos é que o mundo passa por uma enorme instabilidade”, afirmou Rui Tavares. No plano interno, o dirigente do Livre considera que a mensagem foi clara. “O país quer ter estabilidade.”

IL. Tempo de soluções

A Iniciativa Liberal disse esperar que António José Seguro traduza em atos as preocupações enunciadas no discurso de tomada de posse. “O país está há demasiado tempo à espera que sejam feitas reformas, que as coisas deixem de estar como estão há demasiado tempo e haja mudança”, disse Mariana Leitão.

A líder da IL defendeu que o Presidente deve desempenhar um papel ativo nesse processo. “É preciso essa vontade também da parte do Presidente da República, que seja um impulsionador dessas reformas e que não seja uma força de bloqueio”, afirmou Mariana Leitão.

CDS destaca “análise realista”

No CDS, o discurso de António José Seguro foi visto como um arranque positivo do mandato presidencial. “Foi um primeiro bom discurso”, afirmou o deputado do CDS Paulo Núncio.

Núncio destacou também o apelo à estabilidade política deixado pelo chefe de Estado. “É importante que o Governo tenha três anos e meio para cumprir o seu programa e apresentar resultados”, afirmou.

PSD alinha na mensagem

O líder parlamentar do PSD afirmou que a mensagem de António José Seguro coincide com a posição que o Governo e o partido têm defendido para a legislatura.“A estabilidade política é fundamental para que seja possível ver as transformações de que o país precisa”, disse Hugo Soares.

Sobre o aviso presidencial relativo ao chamado frenesim eleitoral, o líder parlamentar considera que não foi dirigido à maioria. “Esse recado não terá sido nem para o Governo, nem para o PSD”, afirmou Hugo Soares.

Bloco de Esquerda. Os “testes” do mandato

O Bloco de Esquerda espera que o novo Presidente cumpra os compromissos assumidos no discurso de tomada de posse. “Esse tem de ser o seu programa, tem de ser o seu mandato”, afirmou José Manuel Pureza, referindo-se à defesa da Constituição.

O dirigente bloquista defendeu também uma posição firme de Portugal no plano internacional. “Esperamos que seja totalmente firme contra iniciativas que contrariem a carta das Nações Unidas e o Direito Internacional”, disse José Manuel Pureza.

O líder do BE disse que a luta contra desigualdades deve traduzir-se em decisões políticas concretas. “A luta contra as desigualdades e a pobreza tem de coincidir com uma posição firme contra o pacote laboral”, reiterou.


PS garante apoio

O secretário-geral do PS manifestou apoio às mensagens deixadas por António José Seguro no discurso de tomada de posse. “A abordagem à construção de um país mais coeso merece concordância do PS”, disse José Luís Carneiro.

Carneiro garantiu também apoio político às prioridades apontadas.

PCP. Sim ao diagnóstico, não às respostas

O secretário-geral do PCP disse concordar com parte da análise feita por António José Seguro, mas defendeu que ficaram a faltar soluções concretas. “Foi feito o diagnóstico, mas faltaram as soluções”, afirmou Paulo Raimundo.

O dirigente comunista disse esperar que o novo Presidente cumpra o quadro constitucional. Mas questionou a ideia de estabilidade política a qualquer custo. “Se for para resolver os problemas do país é bem-vinda, se for para manter, não vale a pena”, afirmou.

PAN. Diálogo com todos

A líder do PAN destacou a importância de abrir um novo ciclo político marcado pela estabilidade. “É muito importante termos um novo ciclo de estabilidade e focado nos grandes temas da atualidade”, afirmou Inês Sousa Real.

A porta-voz do PAN disse esperar também maior diálogo político. “Esperamos que Luís Montenegro tenha sabido ouvir o recado do novo Presidente, para que possa dialogar com todas as forças políticas”, afirmou.

Chega. Ventura promete “estabilidade dentro da razoabilidade”

O presidente do Chega garantiu disponibilidade para colaborar “dentro da razoabilidade” com o novo chefe de Estado na procura de estabilidade política. “Tudo farei, dentro da razoabilidade e do equilíbrio político, para dar ao país essa estabilidade”, disse André Ventura.

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