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Autarcas dizem que encerramento da obstetrícia no Barreiro é falha de "bom senso"

10 mar, 2026 - 10:00

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O presidente da Câmara de Alcochete, Fernando Pinto, assume uma posição crítica perante a reorganização hospitalar na Península de Setúbal, classificando o encerramento da urgência de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, como uma clara falha de "bom senso".

Para o autarca, a decisão ignora investimentos públicos recentes superiores a dois milhões de euros naquela infraestrutura e ameaça sobrecarregar a alternativa em Almada.

Fernando Pinto sublinha que o Hospital Garcia de Orta já “opera perto do seu limite e que o acréscimo de utentes provenientes do Arco Ribeirinho e até do litoral alentejano poderá levar ao colapso sistémico daquela unidade em Almada”.

Para concelhos como o de Alcochete, a distância geográfica e a falta de alternativas de transporte público tornam o acesso a cuidados urgentes de maternidade uma corrida contra o tempo que penaliza diretamente a saúde da mulher e o bem-estar das famílias.

O presidente da Câmara de Alcochete sublinha que a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde na região não se limita apenas às maternidades, apontando carências nos cuidados primários, como a falta de enfermeiros em extensões de saúde locais e a necessidade de modernizar infraestruturas que já não respondem às atuais exigências demográficas.
O autarca enfatiza que “o encerramento de serviços não deve ser a resposta à escassez de profissionais”. Em vez disso, é sugerido um investimento mais robusto na contratação de médicos e na criação de mecanismos que assegurem a sua permanência no Serviço Nacional de Saúde.
Fernando Pinto destaca que os representantes locais recusam baixar os braços e prometem apresentar soluções alternativas que passam pela valorização e fixação de profissionais no Serviço Nacional de Saúde, combatendo o que descrevem como “um empurrar progressivo dos utentes para o setor privado por falta de resposta pública”.

Está agendado para esta terça-feira uma reunião entre a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e os autarcas da Peninsula de Setubal, sendo o tópico central o encerramento da urgência de ginecologia e obstetrícia do Barreiro.

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  • Agora
    16 abr, 2026 queixam-se do quê? 10:59
    Aliás, o governo deve ter uma reserva tática de Médicos, Enfermeiros, auxiliares, e só não os lança nas Urgências "à espera que os preços subam". O País regride, mas isso passa se se abrir serviços em duplicado em todo o lado. Claro que sem profissionais, porque não os há. Foram atrás da conversa que havia médicos a mais, e permitiram o garrote nas admissões às faculdades. Agora...
  • Chá
    12 mar, 2026 Fantasia 18:35
    Era bom é que em cada bairro onde existem hospitais, centros de saúde, correios, finanças, esquadras da polícia, bombeiros e escolas não fossem fechados não por falta de utentes. Fecham apenas por pura poupança estatal centrando tudo num só hospital já de si insuficiente e a rebentar pelas costuras. Um distrito que serve tantas e cada vez mais pessoas, teria sim de aumentar a oferta e não a reduzir. Só que existem pessoas para quem o despertador nunca toca e acham normal um país regredir em vez de progredir. Quem não entende isso não bebe chás de realidade, mas sim chás de fantasia.
  • Chá
    10 mar, 2026 de Realidade 10:51
    Era ótimo em cada bairro haver um Hospital com todas as valências, um Centro de Saúde, Correios, Finanças, Esquadra de Polícia, Bombeiros, Escolas com todos os níveis, e paragens de autocarro a cada esquina... Foi nessa altura que o despertador tocou, e se verificou que não há meios, nem materiais, nem de pessoal qualificado, para isso acontecer. Como tal tem de se racionalizar e partilhar. Quem não entende isto, precisa dum chá de Realidade!

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