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Presidente da República

Seguro pede ao Governo "menos palavras, mais atos”

10 mar, 2026 - 12:41 • Ana Kotowicz

Presidente da República diz que apoios dos incêndios do verão passado ainda não chegaram às populações, exemplo "do que não pode acontecer" em Portugal.

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Presidente Seguro na aldeia de Mourísia
Ouça aqui a reportagem de André Rodrigues na aldeia de Mourísia Foto: Paulo Novais/Lusa

Há situações que "não podem acontecer" em Portugal. Por isso, o Presidente da República promete que no seu mandato será exigente sobre a forma como se tomam decisões. Na primeira deslocação oficial do novo Presidente da República, à aldeia de Mourísia, em Arganil, António José Seguro pediu "menos palavras e mais atos" ao Governo, dizendo que há promessas de apoios pós-incêndios que ainda não chegaram às populações.

“As pessoas têm de ter a certeza de que quando o poder político fala é para valer.”

Respondendo a perguntas dos jornalistas, Seguro garantiu que, por isso mesmo, haverá, da sua parte, "grau de exigência quanto aos resultados e quanto à maneira como como se tomam decisões".

Em seguida, deu um exemplo concreto daquilo que não é aceitável. "Em agosto houve incêndios. O Parlamento aprovou uma lei para criar uma comissão técnica independente. Essa lei entrou em vigor em janeiro. Estamos em março e essa comissão ainda não tem todos os membros, que são 12, para poder começar a funcionar. E dentro de poucos meses temos novamente o verão e uma época potencial de incêndios."


E é este um exemplo real "do que não pode acontecer no nosso país", defendeu o Presidente da República. "Quando se toma uma decisão tem de ser no momento certo", mas é preciso que o seu funcionamento arranque também "no momento certo".

E, em jeito de crítica à forma de atuar na política portuguesa — depois de lembrar que "não tem poder executivo, mas tem o poder da palavra" — reforçou a necessidade de fazer mudanças. "Isto não precisa de dinheiro", acrescentou. "É preciso de mudar a maneira como se faz política em Portugal."

PR tem esperança em acordo laboral

Sobre a reforma laboral, e sobre as negociações falhadas, Seguro disse ser um homem de esperança, apelando a que patrões, sindicatos e Governo cheguem a um acordo equilibrado, escusando-se a responder se dará luz verde, ou não, a uma reforma que não tenha acordo dos parceiros sociais.

"Fiz um apelo e renovo. O país precisa de um acordo equilibrado em matéria de legislação laboral", disse, concluindo que "nada está fechado". Assim, é desejo do Presidente da República que todos "voltem rapidamente a sentar-se para encontrarem um acordo equilibrado entre as partes".

Região Centro recebe primeira Presidência Aberta

António José Seguro revelou hoje que a sua primeira Presidência Aberta terá lugar na Região Centro, mas apenas no final de semana revela a data e o local exato.

"Ainda não há data, nem local, mas anunciarei até ao final da semana, quer a data, quer o local, para a primeira Presidência Aberta, que vai ser precisamente na Região Centro", disse aos jornalistas.

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