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Jornadas parlamentares

Castro Almeida critica "má vontade" contra árvores "alegadamente responsáveis pelos incêndios"

11 mar, 2026 - 12:38 • Ana Kotowicz , Manuela Pires

"O caso dos eucaliptos é um caso notável: há zonas de eucaliptal reguladas por empresas que usam o eucalipto como matéria-prima e lá não há incêndios", diz o ministro da Economia.

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Castro Almeida há arvores que não ardem
Ouça aqui a reportagem da jornalista Manuela Pires nas Jornadas Parlamentares do PSD Foto: Hugo Delgado/Lusa

O ministro da Economia avisa que, depois das tempestades, é preciso olhar para a floresta e ordenar o território. Castro Almeida não percebe a discriminação que existe contra determinado tipo de árvores, que ficam com o rótulo de serem responsáveis pelos fogos florestais.

"O risco de incêndios florestais é a nossa outra grande praga. E aqui, meus amigos, gostava de vos dizer o seguinte: há uma má vontade contra certas árvores que serão alegadamente responsáveis pelos incêndios em Portugal", disse o ministro da Economia que falava nas Jornadas Parlamentares do PSD, esta quarta-feira, em Caminha.

O ministro acredita mesmo que é fácil desmontar a ideia de que algumas árvores têm responsabilidade no flagelo que ataca o país todos os verões.

"É fácil demonstrar — está à vista de quem queira ver com tranquilidade — que há árvores que ardem e árvores que não ardem. Ou seja, as mesmas árvores, num certo sítio, desde que estejam ordenadas, não ardem; e, quando estão desordenadas, ardem — todas elas."

"O caso dos eucaliptos é um caso notável"

Castro Almeida considera que "o caso dos eucaliptos é um caso notável", já que, argumenta o ministro, "há zonas de eucaliptal reguladas por empresas que usam o eucalipto como matéria-prima e onde não há incêndios".

A solução é, por isso, "ordenar o território, ordenar a floresta".

O ministro da Economia aposta assim na plantação de eucaliptos, até porque as fábricas de papel estão a precisar muito de matéria-prima e Portugal está, nesta altura, a importar milhões de euros da Galiza.

"As nossas fábricas de papel chegam a parar dias inteiros por falta de matéria-prima em Portugal", acrescenta Castro Almeida. "Não há eucalipto suficiente em Portugal para satisfazer as nossas fábricas. Estamos a importar eucalipto da Galiza: mais de 300 milhões de euros que estamos a deitar fora, quando podiam ser rendimento para o centro do país — e não são."

A solução, conclui o ministro da Economia, é mesmo ordenar a floresta, até porque fica mais barato do que o próprio combate aos fogos.

"Já estamos a gastar 700 milhões de euros por ano no combate a incêndios. É uma loucura de dinheiro. Há sete anos eram cento e poucos milhões, agora estamos nos 700 milhões", recordou o ministro. "Assim nunca mais acaba. Fica mais barato ordenar a floresta do que gastar todo este dinheiro, todos os anos, a combater incêndios florestais."

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  • Manuel Henriques
    16 mar, 2026 Agueda 13:02
    Parabéns ao Sr Ministro ,pelas suas brilhantes conclusões pelos seus apoios ,aos miseráveis produtores nos incêndios de 2024 do Centro e Norte de Portugal,os escravos do século XXI em Portugal.

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