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Miranda Sarmento: "2026 tem sido difícil, o caminho está mais estreito"

11 mar, 2026 - 10:14 • Tomás Anjinho Chagas

Ministro das Finanças assume que as tempestades no Centro do país e a guerra no Irão vão afetar as contas públicas, mas defende que Portugal deve manter o objetivo de reduzir a dívida pública. Sarmento diz que o Governo pode tomar mais medidas para mitigar os impactos do conflito no Médio Oriente.

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O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, assume que a guerra no Irão e as tempestades que assolaram a zona Centro do país vão impactar as contas públicas do país.

Sarmento discursou na manhã desta quarta-feira no arranque da conferência "Banking on Change", organizada pelo jornal Eco no Centro Cultural de Belém.

O ministro admite que o cumprimento dos objetivos para as contas públicas está mais difícill com os eventos que obrigam o Governo a gastar recursos.

"Quando fizemos o Orçamento para 2026, o caminho era estreito, os melhores resultados de 2025 tornaram o caminho um bocadinho menos estreito, mas entretanto tivemos, de facto, um primeiro trimestre bastante difícil. Entre as tempestades e o conflito no Irão, o caminho voltou a estar bastante mais estreito", defendeu.

No entanto, Miranda Sarmento destaca que o país fez um enorme esforço na última década para reduzir a dívida pública, e defende, por isso, que eventos destes não devem mudar os objetivos de Portugal.

"Nenhuma destas situações, as tempestades, o conflito no Irão ou outros choques, devem alterar o caminho e um consenso do país de equilíbrio orçamental e, naturalmente, de redução da dívida pública", pediu.

O ministro das Finanças lembrou que o Governo já agiu e anunciou medidas para mitigar a subida de preços dos combustíveis, mas compromete-se a ir mais longe se tal se mostrar necessário.

"Continuaremos a seguir a situação e a tomar as medidas que se revelem necessárias", defendeu.

Miranda Sarmento assume que as crises na Venezuela, Irão, e as tempestades que atingiram o país afetam os mercados financeiros. No entanto, o ministro sublinha que o país tem mostrado credibilidade, "enorme resiliência" e um crescimento consistente nos últimos anos.

No endividamento, o ministro das Finanças destaca que o país tem vindo a descer a percentagem do PIB em dívida pública, tendo já atingido a marca abaixo de 90% da dívida. O governante vinca que Portugal já está a conseguir abandonar o rótulo dos países muito endividados, e aponta ao objetivo de baixar a dívida pública até aos 75% do PIB em 2030.

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