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GOVERNO E CIBERTAQUES

Leitão Amaro: "Deliberações do Governo não são tomadas por WhatsApp"

12 mar, 2026 - 20:13 • Susana Madureira Martins

O ministro da Presidência diz que não há conhecimento de que algum governante tenha sido alvo de ciberataques e recusa comentar a origem destas ações, após o alerta do Serviço de Informações.

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“Já lá vai o tempo”. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, descarta, assim, o uso de redes sociais, como o WhatsApp ou o Signal, por parte de membros do Governo como meio de comunicação ou de deliberação de iniciativas, após o alerta do Serviço de Informações (SIS) sobre eventuais ciberataques a contas individuais de “decisores executivos dos setores governamental, diplomático e militar e membros da sociedade civil”.

Questionado pelos jornalistas, na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, Leitão Amaro disse que o Governo não tem, “neste momento, identificação de nenhum dos governantes que tenham sido vítimas de uma ação ou de um incidente de cibersegurança, hostil, enquadrado ou causado por este movimento”.

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No alerta que fez esta quarta-feira, o SIS não revela a origem dos eventuais ciberataques, falando apenas de agentes de ciberameaças ao serviço de um Estado estrangeiro” que estão a “desenvolver operações de ciberespionagem de escala internacional”.

Questionado sobre que “Estado estrangeiro é esse, Leitão Amaro recusou responder alegando umanecessária reserva por razões de segurança”.

O governante garantiu ainda que o executivo segue as “melhores práticas recomendadas pelas autoridades nacionais, Forças e Serviços de Segurança e Autoridades de Cibersegurança, nacionais e estrangeiras” no que diz respeito ao uso de comunicações.

Num remoque implícito a anteriores práticas do Governo do PS e, nomeadamente, deliberações feitas por WhatsApp, como a da indemnização de 500 mil euros à ex-administradora da TAP Alexandra Reis, cuja decisão foi comunicada por essa rede social pelo então ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos a um secretário de Estado, Leitão Amaro garantiu que “as deliberações do Governo não são tomadas por WhatsApp, já lá vai o tempo”, salientando ainda que “são tomadas ou de viva voz ou quando são eletrónicas, por recurso a e-mail dentro da rede eletrónica do Governo”.

Entre os métodos utilizados e identificados pelo SIS estão esquemas de "phishing" e engenharia social, incluindo falsos pedidos de suporte técnico. Num dos cenários descritos, “o atacante contacta os seus alvos, apresentando-se como parte do suporte técnico do WhatsApp ou do Signal e alerta para a existência de um falso risco de segurança que obriga à partilha das credenciais”.

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