Casa Comum
Mariana Vieira da Silva desvaloriza pacto de Seguro. "Com acordo não passamos a ter mais médicos"
12 mar, 2026 - 07:59 • José Pedro Frazão
A coordenadora dos assuntos de saúde na bancada parlamentar do PS diz não ver divergências políticas de fundo com o Governo na área legislativa da saúde que precisem de um acordo entre partidos neste domínio. Na Renascença, a ex-ministra diz que o problema está na gestão diária do setor. Duarte Pacheco diz que Seguro está limitado pela capacidade do Governo conseguir entendimentos.
Mariana Vieira da Silva responde ao repto de António José Seguro. O Presidente vai convidar os partidos para um compromisso interpartidário na área da saúde. Mas a ex-ministra - que coordena o tema na bancada parlamentar socialista - diz que o problema não está em divergências legislativas com o Governo.
"Não me parece que os problemas na saúde decorram principalmente de divergências políticas. O que temos é problemas de recursos humanos, de carências, de gestão de rede. Mas são iminentemente problemas do Governo, da ação governativa, da gestão do dia-a-dia e não problemas legislativos", contesta Mariana Vieira da Silva, no programa "Casa Comum" da Renascença.
A antiga governante socialista recorda que a ministra da Saúde declarou, na última audição no Parlamento, que a atual Lei de Bases da Saúde não é um obstáculo à sua ação governativa. Mariana Vieira da Silva assinala ainda que já há compromissos em curso sobre grandes investimentos como a construção de hospitais.
"Se nos entendermos todos, passamos a ter mais médicos? Não passamos. Não nego nada a importância de um acordo, mas ainda não consegui perceber em que é que falta um acordo", responde a dirigente do PS, que lembra que está em falta uma decisão de Belém sobre um decreto-lei que regula a contratação de prestadores de serviços para o SNS.
" Talvez esse seja um tema por onde se pode começar uma negociação. Mas, com muita franqueza, nem enquanto membro do Governo, nem agora enquanto deputada, sinto que é nas dimensões legislativas da saúde que estão os principais problemas. Nem tenho sentido uma grande pressão por parte dos partidos no sentido de contrariar políticas do Governo", remata a ex-ministra socialista.
Já o social-democrata Duarte Pacheco argumenta que António José Seguro está limitado na sua capacidade de fomentar entendimentos entre as diversas forças partidárias.
"O Presidente da República pode tentar, mas não pode obrigar ninguém a entender-se. Não quer dizer que o Presidente não faça o seu esforço com o seu magistério de Influência, em privado ou em público. Mas se não houver hipótese de entendimento, não há. E temos que ir em frente", comenta o ex-deputado do PSD, na Renascença.
- Noticiário das 15h
- 17 mai, 2026







