Parlamento
Politécnicos rejeitam culpa no atraso de CTI aos incêndios
12 mar, 2026 - 00:24 • Fátima Casanova , com redação
Politécnicos receberam pedido na sexta-feira e já indicaram dois peritos. "Não é normal receber um pedido na sexta-feira e, na segunda-feira, já estar atrasado”, diz Luís Loures.
Os Politécnicos rejeitam responsabilidades pelo atraso na constituição da comissão técnica independente (CTI) para avaliar o que correu mal nos grandes incêndios do verão passado.
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) afirma que, só na sexta-feira passada, é que chegou o pedido da Assembleia da República.
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Em declarações à Renascença, Luís Loures adianta que os politécnicos já indicaram os nomes dos dois peritos: Joaquim Sande Silva e Susana Saraiva Dias.
A comissão técnica independente foi constituída por proposta do grupo parlamentar do PS, foi promulgada pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa no início do ano e publicada em Diário da República a 19 de janeiro.
Na terça-feira, durante a primeira visita após ter tomado posse, o novo Presidente da República, António José Seguro, disse ter denunciado que a comissão ainda não estava constituída.
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos afirma que foi desta forma que ficou a saber que o pedido tinha carácter urgente.
“Uma vez que tomámos conhecimento pela comunicação social da urgência, disseram que nós é que estávamos atrasados, posso dizer que já há um ofício assinado por mim com a indicação de duas pessoas”, sublinha Luís Loures.
Eu não consigo perceber como é que uma indicação de peritos pode ser feita em dois dias úteis
O presidente do CCISP explica que foi preciso alterar os procedimentos normais para fazer as nomeações em tão curto espaço de tempo.
“Eu não consigo perceber como é que uma indicação de peritos pode ser feita em dois dias úteis, quando temos de auscultar várias instituições, porque cada uma pode querer apresentar um perito diferente, por isso é que nós decidimos isso em plenário. O que não é normal é receber um pedido na sexta-feira e, na segunda-feira, já estar atrasado”, sublinha.
O pedido que chegou aos politécnicos na sexta-feira tinha data de 19 de fevereiro. Esta quarta-feira, já indicaram os nomes dos dois peritos.
De acordo com o despacho publicado em Diário da República a comissão técnica independente será composta por “12 técnicos especialistas de reconhecido mérito, nacionais e internacionais, com competências no âmbito da proteção civil, prevenção e combate aos incêndios florestais, ciências climáticas, ordenamento florestal, comunicações e análise de risco”.
Quatro peritos serão designados pelo presidente da Assembleia da República, ouvidos os grupos parlamentares; quatro indicados pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e pelo CCISP e outros quatro pela Associação Nacional de Municípios e pela Associação Nacional de Freguesias.
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