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Guerra Médio Oriente

Subida de preços. PCP quer saber "o que o Governo vai fazer"

17 mar, 2026 - 13:26 • Isabel Pacheco

Partido quer saber que medidas o Governo vai tomar para travar a escalada de preços na sequência da guerra no Médio Oriente e anuncia que vai levar o assunto a debate ao Parlamento na próxima semana.

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O Partido Comunista Português quer saber o que vai fazer o Governo quanto à escalada de preços devido ao conflito no Médio Oriente. Esta terça-feira, a presidente do grupo parlamentar comunista, Paula Santos, lembra que o Governo não precisa de esperar pela União Europeia para adotar medidas e desafia o executivo a ações concretas para mitigar o impacto da guerra na vida dos portugueses.

“Sabemos que nesta semana voltaram a aumentar os preços dos combustíveis e que a base alimentar atingiu o valor mais elevado de sempre. O que é que o Governo português tem a dizer relativamente a isto? Mais do que isso, que é que vai fazer? Ou vai continuar a fazer de conta que não é nada consigo?”, questionou a deputada, esta terça-feira, no encerramento das jornadas parlamentares do PCP , em Viana do Castelo.

Governo "não precisa de ficar à espera de ninguém"

“O Governo pode tomar essas decisões. Não precisa de ficar à espera de ninguém e, portanto, a questão é porque que não o faz sabendo os impactos vai ter?”, rematou Paula Santos, que assegura que o partido vai levar o assunto a debate no Parlamento na próxima semana.

Sobre uma eventual intervenção da União Europeia, Paula Santos defende que, desde já, “talvez pudessem começar por não aumentar as taxas de juro”.

"Sabemos bem como isso já teve consequências extremamente negativas no nosso país, tendo em conta que a esmagadora maioria dos contratos à habitação têm taxas variáveis. E, portanto, essas variações das taxas têm logo um impacto extremamente negativo no nosso país”, lembrou a deputada.

Durante a intervenção, que marcou o encerramento dos dois dias de jornadas parlamentares em Viana do Castelo, Paula Santos anunciou, ainda, que o partido vai “propor a revogação do decreto-lei que cria as urgências regionais”. Segundo os comunistas, a criação deste tipo de urgências faz parte de “uma estratégia de redução da capacidade de resposta do SNS”, que “não é solução, mas antes um problema”.

As jornadas parlamentares do PCP decorreram no distrito de Viana do Castelo esta segunda e terça feira.

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