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Irão: Açores alertam que têm vindo a perder "contrapartidas justas" pelo uso das Lajes

18 mar, 2026 - 13:00 • Lusa

Governo Regional critica perda de contrapartidas pela Base das Lajes, mas considera “imprudente” rever acordo com os Estados Unidos no atual contexto internacional.

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O Governo dos Açores defendeu esta quarta-feira que a região tem vindo a perder "contrapartidas justas" pela utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos, mas considerou uma "imprudência" rever o acordo bilateral no atual contexto.

"A Base das Lajes deve continuar a servir a segurança internacional, mas deve também servir o desenvolvimento dos Açores e o futuro de Portugal. Não aceitamos que a Base das Lajes seja vista apenas como uma coordenada estratégica num mapa de defesa global", afirmou o vice-presidente do executivo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM).

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Artur Lima falava no plenário da Assembleia Regional, na Horta, num debate de urgência solicitado pelo Chega sobre a "avaliação estratégica" da Base das Lajes, na ilha Terceira.

O número dois do Governo Regional lembrou que aquela base foi uma "peça fundamental em sucessivas negociações entre Portugal e os Estados Unidos", o que revela que as administrações norte-americanas "sempre tiveram interesse" naquela infraestrutura.

"A cada uma dessas negociações, os Açores perderam contrapartidas justas e devidas, porventura não sentidas pela República Portuguesa, sendo inegável que os sucessivos Governos têm falhado, de forma sistemática, na defesa dos interesses dos Açores", criticou.

O governante considerou uma "imprudência" rever o Acordo Bilateral de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos no "atual contexto internacional".

"Não pedimos favores, exigimos o respeito devido a quem, durante décadas, foi a sentinela da liberdade no Ocidente", reforçou.

Artur Lima lembrou que a redução do contingente norte-americano na base ("downsizing") desde 2012 teve "consequências económicas, sociais e estratégicas profundas para a ilha" e criticou a atuação dos governos da República.

"As alianças sólidas não se constroem sobre o silêncio. Constroem-se sobre respeito estratégico, reciprocidade e equilíbrio entre parceiros".

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva de larga escala contra o Irão, à qual Teerão respondeu com ataques contra os alvos israelitas e bases norte-americanas em países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.

A Base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, mantém um movimento intenso de aeronaves norte-americanas, sobretudo de aviões reabastecedores, desde que Estados Unidos da América e Israel atacaram o Irão, na manhã de sábado.

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  • Dobra a língua pá
    18 mar, 2026 Olha com quem estás metido 14:18
    Vê lá é se o Trump deporta todos os Açorianos nos EUA para os Açores, ou pura e simplesmente ocupa toda a ilha Terceira, dizendo: "vocês ainda ficam com 8 ilhas, não se queixem".

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