Política
Montenegro e Carneiro "sem acordo" sobre juízes do Tribunal Constitucional
18 mar, 2026 - 22:24 • Ricardo Vieira
Reunião com o primeiro-ministro e líder do PSD não foi conclusiva, afirma o secretário-geral do PS. Em cima da mesa esteve a nomeação de juízes para o Tribunal Constitucional
A reunião desta quarta-feira com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "não foi conclusiva", afirma o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, em entrevista à SIC Notícias.
Em cima da mesa, entre outras matérias, a nomeação de juízes para o Tribunal Constitucional e do novo provedor de Justiça, os chamados órgãos externos ao Parlamento.
"Para a generalidade das representações externas há acordo, só não há acordo ainda para o Tribunal Constitucional", declarou José Luís Carneiro.
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Em cima da mesa está a nomeação de três juízes, que serão indicados pelos partidos e votados pelos deputados.
Há princípios que estruturam o nosso Estado democrático e valores enquanto sociedade que devem ser preservados
O PS quer indicar um juiz e outros dois seriam escolhidos pela AD. José Luís Carneiro defende que "a AD decidirá se quer ou não ceder um dos seus lugares a outro partido, seja a IL ou o Chega", sendo que o partido de André Ventura "quer substituir as instituições", afirma.
Nestas declarações à SIC Notícias, o líder do PS sublinha que a reunião desta quarta-feira foi "leal e muito prática sobre o que está em causa e os princípios do que está em causa". "Agora, é tempo de reflexão sobre as decisões a tomar", afirmou José Luís Carneiro, sem especificar os temas do encontro com Montenegro.
PARLAMENTO
PS preparado para romper com PSD se ficar de fora da indicação de juízes para TC
Socialistas dispostos a reduzir a mínimos olímpico(...)
Remetendo-se ao dever de "reserva sobre a conversa com o senhor primeiro-ministro", o líder do PS adianta que foi uma "conversa franca e clara".
"Agora, vamos aguardar pelo tempo da reflexão e da decisão", sublinhou.
José Luís Carneiro admite que a reunião "não foi conclusiva" e sublinha que "há princípios que estruturam o nosso Estado democrático e valores enquanto sociedade que devem ser preservados".
A Renascença sabe que o PS está preparado para romper com o PSD, se se confirmar que fica de fora da negociação para a eleição dos três juízes do Tribunal Constitucional. É um corte que poderá reduzir a relação com os social-democratas a conversas pontuais e a mínimos de diálogo, sobretudo em questões de soberania.
O entendimento da cúpula do PS é que, se o PSD deixar os socialistas de fora da indicação de juízes do TC, a relação entre os dois partidos rompe-se, indo ao encontro do que já defendeu à Renascença a vice-presidente da bancada parlamentar dos socialistas Mariana Vieira da Silva.
- Noticiário das 12h
- 15 mai, 2026









