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Leitão Amaro

Governo "nega categoricamente" cenário de resgate financeiro nos Açores

19 mar, 2026 - 19:02 • Tomás Anjinho Chagas

Ministro da Presidência fala em declarações "alarmistas" do líder do PS/Açores e acredita que são parte da "disputa politico-partidária regional". Leitão Amaro assume, no entanto, que há "desafios" para a região autónoma resultantes de "décadas de um certo estilo de gestão", numa referência aos anos de governos socialistas nos Açores.

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O Governo "nega categoricamente" o cenário de pré-resgate financeiro na região autónoma dos Açores e classifica as declarações recentes sobre o tema "alarmistas".

É a reação à denúncia do líder do PS/Açores, Francisco do Vale César, que esta quinta-feira, em entrevista à Renascença e ao Público, que aponta para uma "possibilidade muito elevada" de um resgate financeiro na região.

Nesta entrevista, o líder socialista nos Açores afirma que há empresas públicas com dificuldades em pagar salário e alerta para uma situação financeira "bastante complicada". Esta quinta-feira, questionado pela Renascença durante o briefing do Conselho de Ministros, o ministro da presidência defende que esse relato não tem correspondência com a realidade.

"Nego categoricamente qualquer informação nessa base, remeto isso para a política partidária regional. Não temos nenhuma informação desse tipo relativamente à necessidade de resgate financeiro e de contas", assegura António Leitão Amaro.

Na resposta, o ministro da Presidência reconhece que há "desafios" que acredita que se devem a "décadas de um certo estilo de gestão que deixa carências". É uma crítica implícita às várias décadas de governação socialista nos Açores.

Leitão Amaro classifica as declarações de Francisco César como "alarmistas" e diz que acontecem num "quadro de disputa politico-partidária".

O ministro da Presidência reitera a confiança em José Manuel Bolieiro, líder do Governo açoriano, e defende que tem existido um "grande esforço para equilibrar as exigências de disciplina nas contas públicas".

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