Líder do CDS-PP apela ao diálogo para resolver impasse na eleição dos órgãos externos
19 mar, 2026 - 12:17 • Lusa
Nuno Melo não quis esclarecer a solução que defende para ultrapassar o impasse.
O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, apelou esta quinta-feira ao diálogo para resolver o impasse na eleição para os órgãos externos da Assembleia da República e que o interesse nacional se sobreponha "às dinâmicas político-partidárias".
"Deve existir uma capacidade de diálogo bastante para que se saiba e se consiga sobrepor o interesse nacional às vezes às dinâmicas político-partidárias e, nessa medida, eu entendo que o CDS não deve contribuir para o ruído e para a contenda, deve contribuir para as soluções e o apelo que fazemos sempre é o de, através do diálogo, se resolverem os problemas", defendeu.
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Nuno Melo não quis esclarecer a solução que defende para ultrapassar o impasse.
O também ministro da Defesa Nacional falava aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, após ser recebido pelo Presidente da República, António José Seguro.
Melo salientou a "importância da estabilidade das instituições democráticas".
"O importante é que os órgãos funcionem porque deles também depende a competência com que as respetivas funções são exercidas, e o Tribunal Constitucional tem uma função importante no regime democrático em Portugal", defendeu.
Nuno Melo disse que também falou com António José Seguro sobre Defesa, mas não quis adiantar o que foi discutido.
Nesta primeira audiência com o Presidente da República, o líder do CDS-PP disse que desejou a António José Seguro "um mandato feliz e com resultados para os portugueses" e que Seguro reconheceu a "importância do CDS".
"O senhor Presidente da República valoriza muito a estabilidade como fator que é determinante para que se resolvam problemas concretos dos portugueses e esse é um dado muito importante para mim também, enquanto presidente de um partido que é fundador da democracia, mas que hoje tem um papel decisivo em diferentes âmbitos, seja nas autarquias locais, no poder regional, no poder nacional e na dimensão europeia", acrescentou.
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