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Montenegro acredita que não haverá cenário de défices em Portugal

19 mar, 2026 - 10:13 • Olímpia Mairos , com Pedro Mesquita, enviado especial a Bruxelas

Primeiro-ministro admite impacto da crise internacional e dos preços da energia, mas acredita em novos excedentes orçamentais.

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O primeiro-ministro Luís Montenegro manifestou esta quinta-feira confiança de que Portugal não regressará aos défices orçamentais nem em 2025 nem em 2026, apesar do atual contexto internacional adverso.

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À entrada para o Conselho Europeu, em Bruxelas, Montenegro destacou o histórico recente dos governos que liderou, sublinhando que as previsões mais pessimistas têm sido contrariadas pelos resultados finais.

Tem sido uma sina dos governos que eu tenho presidido, é que antecipadamente se mostra sempre um quadro em que vamos regressar aos défices e depois temos superávites. Eu tenho essa expectativa também relativamente a 2025”, afirmou.

Questionado sobre se mantém essa projeção também para o ano seguinte, respondeu: “Para 2025 tenho essa expectativa, para 2026 também tenho essa expectativa.”

Num outro plano, o chefe do Governo abordou o agravamento dos preços da energia, defendendo que a União Europeia deve permitir maior flexibilidade aos Estados-membros, nomeadamente através de ajudas públicas.

“Há autorização para algumas ajudas de Estado, que cada Estado membro depois utiliza de acordo com os seus sistemas, as suas políticas internas, seja também e sobretudo através de execução de uma estratégia que vem de trás e que hoje mais do que nunca se mostra necessária para o futuro”, afirmou.

Montenegro alertou ainda para a dependência europeia dos combustíveis fósseis, apontando-a como uma das causas da atual vulnerabilidade: “Se nós hoje estamos com uma exposição grande à evolução do preço dos combustíveis fósseis é porque ainda estamos muito dependentes deles.”

O Conselho Europeu, reunido esta quinta-feira em Bruxelas, deverá centrar-se na resposta da União Europeia ao impacto da escalada militar no Médio Oriente, nomeadamente no aumento dos preços da energia e na segurança do abastecimento energético.

Este é o primeiro encontro presencial de alto nível desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão e da consequente resposta iraniana, no final de fevereiro, com os líderes dos 27 Estados-membros a colocarem a questão energética no centro do debate.

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