BE condena "ato inaceitável" na "Marcha pela Vida" após arremesso de objeto incendiário
23 mar, 2026 - 22:21 • Lusa
O coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, condenou hoje o incidente no qual um objeto incendiário foi arremessado contra um conjunto de pessoas que se manifestava em Lisboa, no sábado, classificando-o como um "ato inaceitável".
O coordenador nacional do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, condena o arremesso de "cocktail molotov" contra participantes da Marcha pela Vida, em Lisboa, no sábado, classificando-o como um "ato inaceitável".
"O objeto incendiário arremessado no passado sábado felizmente não fez feridos. Mas a ação exige uma condenação clara: atacar pessoas que se manifestam pacificamente é um ato inaceitável", escreveu José Manuel Pureza, na sua conta oficial na rede social Facebook.
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Também o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, nas redes sociais, lamentou o incidente, no qual "um homem arremessou uma garrafa incendiária contra pessoas que se estavam a manifestar pacificamente".
"Esta ação violenta, da qual felizmente não resultaram feridos, só pode merecer a mais veemente condenação", criticou.
A "Marcha pela Vida", realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário, do tipo "cocktail molotov", contendo gasolina, na direção dos participantes.
De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava na manifestação, foi detido no local.
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No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.
A PSP relata, em comunicado, que o incidente gerou "um clima de alarme e perturbação no local" e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.
Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas "num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria".
A "Marcha pela Vida", realizada em Lisboa no quadro da "Caminhada pela Vida", que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.
O PSD já pediu uma audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, Luís Neves, para "apurar os factos" sobre o incidente.
O suspeito de arremessar um "cocktail molotov" contra participantes na Marcha pela Vida, em Lisboa, ficou esta segunda-feira a conhecer as medidas de coação.
O homem, de 39 anos, fica a aguardar o desenrolar do processo em libertado, mas obrigado a apresentações diárias e proibido de frequentar o local da prática dos factos – Rua Correia Garção –, indicou à Renascença fonte judicial.
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