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Livre repudia qualquer ato de "violência política" após incidente em marcha anti-aborto

23 mar, 2026 - 23:30

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O porta-voz do Livre, Rui Tavares, condenou esta qualquer tipo de "violência política" após o incidente de sábado, no qual um objeto incendiário foi arremessado contra uma manifestação anti-aborto, em Lisboa.

"A violência política é igualmente condenável quer concordemos com as ideias das pessoas que dela são alvo, quer delas discordemos, como no caso presente", lê-se numa publicação na conta de Rui Tavares na rede social "X".

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O porta-voz cita uma outra publicação do líder parlamentar interino, Paulo Muacho – que ocupa estas funções na ausência da deputada Isabel Mendes Lopes –, na qual defende que "violência política nunca é aceitável contra uma manifestação pacífica, por muito que discordemos dela ou achemos que se baseia em pressupostos falsos ou desinformação".

"Qualquer ataque ou tentativa contra manifestantes pacíficos é condenável, e esta também", termina Paulo Muacho.

A "Marcha pela Vida", realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário, do tipo "cocktail molotov", contendo gasolina, na direção dos participantes.

De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava na manifestação, foi detido no local.

No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.

Ainda assim, a PSP relata, num comunicado divulgado esta segunda-feira, que o incidente gerou "um clima de alarme e perturbação no local" e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.

Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas "num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria".

A "Marcha pela Vida", realizada em Lisboa no quadro da "Caminhada pela Vida", que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.

O PSD já pediu uma audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, Luís Neves, para "apurar os factos" sobre o incidente.

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  • Cantos de sereia
    24 mar, 2026 ninguém vai nessa conversa 09:37
    Hipócrita: estás-te marimbando para o ataque à manif porque ela não era feita pelos "teus". Só vieste agora, vários dias decorridos, com esta "combersa" para pareceres bem e abafar um bocado as criticas internas à tua liderança, que pouco a pouco se fazem ouvir. Fosse uma manif dos "teus" a ser atacada e logo no mesmo dia, estavas a vociferar e transformavas o caso noutro "não nos encostem à parede" onde andaste semanas de braço dado com o BE a tentar criar uma vaga de fundo de indignação popular, vaga essa que nunca existiu.

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