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Marcha pela Vida

PSD vai chamar MAI ao Parlamento por causa de incidente na Marcha pela Vida

23 mar, 2026 - 12:34 • Manuela Pires

Esta segunda-feira, fonte social-democrata adiantou à Renascença que o PSD quer obter mais informações sobre o caso, sublinhando a importância de garantir total transparência e responsabilidade na atuação das autoridades.

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O PSD condenou o incidente ocorrido durante a Marcha pela Vida, mas considera que é necessário um apuramento mais aprofundado dos factos. Nesse sentido, o partido pretende que o ministro da Administração Interna seja chamado ao Parlamento para prestar esclarecimentos sobre o que aconteceu.

No sábado, a iniciativa ficou marcada por um incidente, já no final e depois dos discursos em frente ao Parlamento. "Um indivíduo atirou um objeto incendiário na direção de mulheres, crianças e bebés. O objeto não chegou a incendiar", garantiu, então, fonte da organização à Renascença. O agressor acabou por ser detido pelos agentes da PSP presentes no local.

Esta segunda-feira, fonte social-democrata adiantou à Renascença que o PSD quer obter mais informações sobre o caso, sublinhando a importância de garantir total transparência e responsabilidade na atuação das autoridades.

"Só por um acaso, este não é um voto de pesar"

No requerimento a que a Renascença teve acesso, o PSD diz que “só por acaso este não é um voto de pesar”, considerando que o incidente, no final da Marcha pela Vida, “constitui um preocupante sinal de degradação e radicalização do debate público”.

Os social-democratas entendem que este incidente não pode ficar assim e “deve exigir de nós uma reflexão profunda”.

Os deputados deixam um elogio à atuação do ministro da Administração Interna que condenou “este ato de extremismo e radicalização social” que foi essencial, diz o PSD, “para a pacificação da comunidade, e para o restabelecimento das condições de segurança”.

No pedido que é feito à presidente da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, para ouvir Luís Neves, o PSD diz que o extremismo é um ataque à democracia que não pode ser aceitável.

“A radicalização do debate político perante o extremismo que prolifera no espaço público, constituem um ataque à nossa democracia”, lê-se no texto.

O PSD encontra neste episódio uma oportunidade para contestar o discurso político cada vez mais agressivo e a necessidade de defender a democracia. O partido condena este “ataque aos participantes na Marcha pela Vida” e garante que “a liberdade de expressão e manifestação são princípios constitucionais inquestionáveis”.

Já o CDS vai apresentar no Parlamento um voto de condenação pelo incidente ocorrido no sábado. O episódio não provocou feridos, mas gerou forte reação política.

O líder parlamentar do partido, Paulo Núncio, abriu esta segunda-feira as jornadas parlamentares do CDS com uma intervenção centrada neste caso, classificando o ataque como “extremista e criminoso” e defendendo a aprovação de um voto de condenação.

Na sua intervenção, Paulo Núncio sublinhou a gravidade da situação, alertando que o ataque poderia ter provocado vítimas mortais, incluindo mulheres e crianças. O dirigente questionou ainda a falta de destaque dado ao caso na comunicação social, sugerindo que teria tido maior visibilidade noutras circunstâncias.

O líder parlamentar garantiu também que o CDS pretende afirmar-se como o partido que lidera o combate ao chamado “wokismo”.

No domingo, o ministro da Administração Interna reagiu ao incidente, falando de um "ataque falhado" à manifestação, que "reforça o alerta para o extremismo". Luís Neves garantiu que não será tolerada "qualquer forma de extremismo violento".

"Continuaremos a agir com firmeza para o prevenir e combater, garantindo a segurança e a defesa dos valores democráticos", acrescentou Luís Neves, que deixou um elogio à "pronta intervenção da PSP" que rapidamente deteve o responsável pelo incidente, que terá atirado um cocktail molotov aos manifestantes.

O homem de 39 anos, detido no sábado, vai ser presente a tribunal esta segunda-feira à tarde e ficará a conhecer as medidas de coação.

Fugiram do local alguns indivíduos que estariam integrados num grupo alegadamente de conotação anarquista, e três deles acabaram identificados pela polícia.

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