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PCP diz que excedente orçamental acima do previsto "não aquece nem arrefece"

26 mar, 2026 - 13:05 • Lusa

Paulo Raimundo apontou a "falta de investimento no que faz falta e que não foi feito pelo Governo", salientando a área da Saúde, Educação e Habitação.

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O secretário-geral do PCP considerou esta quinta-feira que o excedente orçamental acima do previsto não vai "nem aquecer, nem arrefecer a vida" de quem trabalha e que se deve "à falta de investimento no que faz falta".

"Quem está com os salários até 1000 euros, quem está numa situação de precariedade, quem está a enfrentar neste momento um aumento brutal do custo de vida, que hoje é nos combustíveis e já se começa a sentir no gás, nos alimentos e por aí fora, diria que essa notícia não lhe vai nem aquecer, nem arrefecer a vida", afirmou Paulo Raimundo, à margem de uma visita à Qualifica 2026, em Matosinhos, no distrito do Porto.

Segundo dados revelados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística, Portugal fechou 2025 com um excedente orçamental de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da estimativa de 0,3% do Governo.

"É verdade. E temos de juntar a esses números outros números. Temos de juntar o número de pessoas sem médicos de família, temos de juntar o número de pessoas com consultas por realizar, temos de somar a isso as pessoas que viram as suas urgências de obstetrícia encerradas, os bebés que nasceram nas ambulâncias, a falta de resposta na habitação, o número de alunos sem professores ainda nesta altura do campeonato", defendeu o líder do PCP.

E continuou: "Temos de juntar a isso as dificuldades da vida e o desmantelamento dos serviços públicos. Portanto, há várias razões para esse excedente ter aumentado", apontou.

Questionado sobre quais, Paulo Raimundo apontou a "falta de investimento no que faz falta e que não foi feito pelo Governo", salientando a área da Saúde, Educação e Habitação.

Para o líder comunista, era "onde faz falta" que aquele excedente tinha que ser aplicado: "Não deve ser para afunilar numa dívida que se Portugal não aumentar a sua produção nunca é pagável e muito menos para a loucura do militarismo e da guerra", salientou.

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