Ouvir
  • Noticiário das 0h
  • 14 abr, 2026
A+ / A-

Seguro alerta para "ameaças à ordem internacional" e defende reforço de capacidades militares

28 mar, 2026 - 13:03 • Lusa

Presidente defendeu que Portugal deve acompanhar os compromissos internacionais assumidos no âmbito da União Europeia e da NATO com "investimento, modernização e reforço de capacidades".

A+ / A-

O Presidente da República alertou este sábado para um "contexto internacional particularmente exigente" devido à "reemergência de conflitos armados de alta intensidade" e defendeu a necessidade de reforçar e modernizar as Forças Armadas portuguesas, mantendo simultaneamente o investimento nas áreas sociais.

Na cerimónia de apresentação das Forças Armadas ao novo Presidente da República, que decorreu este s´em Santarém, no jardim da Liberdade, António José Seguro sublinhou que o mundo atravessa "um período de mutações profundas", alertando a "fragmentação política", a tentativa de "esvaziamento das organizações multilaterais" e os impactos diretos dos conflitos na Europa e no Médio Oriente.

A guerra na Ucrânia, disse, alterou "de forma abrupta" a perceção da segurança coletiva, exigindo aos Estados "medidas compatíveis com a missão de defesa e salvaguarda da soberania nacional".

Perante este quadro, o Presidente defendeu que Portugal deve acompanhar os compromissos internacionais assumidos no âmbito da União Europeia e da NATO com "investimento, modernização e reforço de capacidades".

"Vivemos num quadro dinâmico e de risco acrescido que exige das Forças Armadas um nível de prontidão e modernização sem precedentes", declarou, justificando o Conselho de Estado de 17 de abril, dedicado exclusivamente ao tema da segurança e da defesa.

O Presidente afirmou que a modernização militar deve "envolver a indústria nacional", gerar emprego qualificado e estimular inovação tecnológica, defendendo "um verdadeiro sistema de aplicação dual ao serviço de Portugal" que permita ao país "afirmar-se em áreas tecnológicas estratégicas".

Esta modernização, vincou, deve ser "séria e equilibrada", articulada com outras necessidades nacionais, "em particular nas áreas sociais".

Segundo o Comandante Supremo das Forças Armadas, o investimento na Defesa deve ser "inteligente", envolver a indústria nacional e "ajudar a criar mais riqueza e melhores empregos", potenciando "também o sistema científico português".

António José Seguro dedicou parte significativa do discurso aos recursos humanos das Forças Armadas, considerando "imperativo" tornar a carreira militar mais atrativa, valorizar carreiras e garantir "previsibilidade e dignidade" aos profissionais.

"Não há Forças Armadas sem recursos humanos", afirmou, salientando o papel dos militares como pilar da democracia, subordinados à Constituição e à vontade dos cidadãos.

O Presidente da República insistiu na necessidade de tornar a "carreira militar mais apelativa para os jovens", defendendo medidas que garantam a permanência dos quadros e o reforço da motivação interna.

Antes de abordar as questões de segurança, António José Seguro evocou a escolha de Santarém como palco da cerimónia, sublinhando o simbolismo da cidade e homenageando Salgueiro Maia, cuja liderança no 25 de Abril qualificou como "exemplo de integridade e sentido de dever".

O chefe de Estado enalteceu ainda o papel das tropas portuguesas em missões no estrangeiro no âmbito da NATO, União Europeia, ONU e CPLP, qualificando-as como "vetor fundamental da política externa portuguesa".

Ouvir
  • Noticiário das 0h
  • 14 abr, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Sábias
    28 mar, 2026 Palavras 15:08
    Uma tomada de posição clara, que acompanha o sentir de muita da população. Claro que há aqueles que ainda julgam que somos um caso à parte, que ninguém nos ameaça nem quer nada de nós, e que portanto devíamos acabar com as Forças Armadas e ter só polícia, e se houvesse problema "chamávamos a NATO". Mas esses... ou aprenderam geopolítica na Casa dos Segredos, ou fugiram do Júlio... Ou então, servem outros interesses que não os Nacionais.

Vídeos em destaque