Ministra do Ambiente
Alcácer do Sal. "Mesmo com procedimentos simplificados" reparação das infraestruturas destruídas pela Kristin "está a demorar"
31 mar, 2026 - 12:48 • João Carlos Malta
Maria de Graça Carvalho reconhece atrasos no arranque das obras de infraestruturas. Isso tem como consequência prejuízos graves para a população.
Dois meses depois da passagem da tempestade Kristin, começam a ser assinados os primeiros contratos programa para a recuperação de algumas infraestruturas que ficaram destruídas ou danificadas na zona de Alcácer do Sal e outras na região do Alentejo. Isso mesmo foi anunciado esta manhã, naquela localidade do distrito de Setúbal.
“Mesmo com os procedimentos simplificados, estão a fazer demorar algum tempo. Temos de fazer o despacho do fundo ambiental, temos de fazer todos os procedimentos e está praticamente a fazer dois meses que foram as cheias. Nós fizemos tudo para que no período de dois meses estas obras pudessem avançar e conseguimos”, disse a ministra do Ambiente e da Energia, Maria de Graça Carvalho.
Um dos exemplos dados pela ministra da necessidade de avançar com estas obras é o da Ponte de São Romão, em Alcácer do Sal, que está encerrada e que liga ao Torrão.
“Para vir para Alcácer é preciso dar uma volta enorme via Grândola e, portanto, é impeditiva para a vida das pessoas, para a economia, para tudo. Essa é uma das obras que está incluída”, explicou a governante.
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Noutra dimensão, a União Europeia (UE) anunciou uma videoconferência informal dos ministros da Energia nesta terça para abordar os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Maria da Graça Carvalho detalhou o que estará em cima da mesa, revelando-se um pouco surpreendida com esta reunião de emergência.
O primeiro ponto em cima da mesa é a discussão para “a libertação de reservas, que nós já estamos a fazer de 10% nos combustíveis líquidos, no petróleo, mas querem discutir esse ponto”.
O segundo, é sobre a necessidade de repor as reservas energáticas, nomeadamente do gás, “porque temos que preparar o inverno”.
Por fim, o terceiro ponto são “as medidas de eficiência energética, sempre numa ótica de coordenar as medidas para que não haja uma disrupção do mercado interno”.
“É muito importante que as medidas sejam coordenadas a nível europeu, tanto as medidas de eficiência energética como as medidas de ajuda às empresas, das diversas ajudas, porque se um país ajuda muito mais do que outro, há aqui depois questões de concorrência”, rematou.
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