Base das Lajes
Governo garante que Portugal "não está, nem será envolvido" no conflito dos EUA contra o Irão
01 abr, 2026 - 10:59 • Filipa Ribeiro
O ministro dos Negócios Estrangeiros volta a sublinhar que o uso da Base das Lajes pelos Estados Unidos continua em linha com os tratados assinados entre os dois países. Paulo Rangel garante que Portugal não foi envolvido na operação dos norte-americanos.
(Em atualização)
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) garante que Portugal nunca esteve envolvido na operação dos Estados Unidos da América contra o Irão. Paulo Rangel reforça que o uso da Base das Lajes continua a seguir os tratados assinados entre os dois países.
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O governante responsável pelos Negócios Estrangeiros está a ser ouvido esta quarta-feira na Comissão de Assuntos Europeus, no Parlamento. Questionado pelo PS sobre o o uso que está a ser feitos pelos Estados Unidos da Base das Lajes, Paulo Rangel responde: "Nós não estamos, não fomos envolvidos, nem vamos ser nesta operação."
Paulo Rangel garante que o uso está a ser feito segundo o acordo feito que diz que "fora da NATO, ou fora de organizações multilaterais, pode haver autorização que pode ser condicionada".
O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que o assunto deve ser tratado com "pinças" e pede aos partidos que não o utilizem para "aproveitamento político". Paulo Rangel diz que a posição de Portugal já tinha ficado "claríssima" com as respostas do primeiro-ministro no parlamento.
Em resposta ao Partido Socialista, o ministro desafia os socialistas a afirmarem se querem que Portugal corte o acesso dos Estados Unidos na Base das Lajes. Paulo Rangel não quis mais alongar o tema recordando que terá uma audição à porta fechada com o PS sobre a Base das Lajes.
Sobre a Guerra na Ucrânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros avançou que Portugal vai participar na criação do tribunal especial para os crimes de guerra na invasão no leste da Europa que foi criado em 2025 pela Ucrânia, União Europeia e Conselho da Europa
Paulo Rangel diz que o país terá "uma participação completa" e que a posição foi transmitida pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Inês Domingos, no Conselho de Negócios Estrangeiros informal da União Europeia na terça-feira em Kiev.
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