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Marcha pela Vida. Organização diz que ministro se comprometeu a "aprimorar a segurança"

01 abr, 2026 - 20:14 • João Maldonado

A Federação pela Vida foi recebida pelo ministro da Administração Interna. Luís Neves "não classificou o ato, mas também não foi leviano". Organização pede que o ataque de 21 de março com um dispositivo incendiário (que não deflagrou) seja investigado como ato terrorista.

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São 18h45 e a comitiva da Federação pela Vida sobe escada acima, no Ministério da Administração Interna, rumo à prometida receção pelo ministro Luís Neves. À saída, 45 minutos depois, Henrique José Moser, da organização da chamada "Marcha pela Vida", avança que foram dadas "garantias que vão estar atentos a próximas eventualidades, a próximas manifestações e vão aprimorar a segurança".

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"O ministro não classificou o ato, mas também não foi leviano. Diz que foi um ataque bastante grave e que se o objeto deflagrasse podiam ter morrido pessoas", tendo por isso expressado "a sua solidariedade" e "repudiado o ataque", resume, à Renascença, o representante da iniciativa anual (que tem como principais focos a luta contra o aborto e a eutanásia).

A "Marcha pela Vida" teve lugar a 21 de março em 12 cidades portuguesas.

Em Lisboa, a habitual manifestação ficou marcada por um ataque com um dispositivo incendiário, que tendo sido atirado contra a multidão acabou por não se ativar.

A Federação pela Vida pede para que o arremesso do cocktail molotov "seja "tratado pelas autoridades como ato de terrorismo", apelando à urgência da investigação.

Caso se venha a verificar "a ligação entre os atacantes e alguma organização política", a Federação apela à classificação como "organização terrorista".

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