Dois anos de Governo
Governo lança linha de apoio de 600 milhões de euros para empresas afetadas pela crise energética
02 abr, 2026 - 15:43 • João Carlos Malta
No balanço dos dois anos do Governo, o primeiro-ministro disse que “hoje o País está melhor e os portugueses também estão melhor”.
O Governo vai lançar a linha Portugal Resiliência Energética num montante de 600 milhões de euros, operacionalizada através do Banco Português de Fomento e destinada a financiar, por via de crédito, as necessidades da tesouraria e fundo de maneio das empresas mais afetadas pela subida dos custos energéticos.
O anúncio foi feito em São Bento pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, esta quinta-feira, durante a cerimónia dos dois anos do Governo.
“É mais uma medida de resposta à situação atual. Destina-se a empresas em que o custo de energia represente mais de 20% dos seus custos de produção. O Estado prestará a garantia pública que cobre 70% para as grandes empresas e 80% para as pequenas e médias empresas”, explicou Montenegro.
Segundo o primeiro-ministro vai reforçar a capacidade das empresas para responder à instabilidade internacional e para proteger a competitividade.
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Neste balanço, Montenegro disse ainda que “hoje o País está melhor e os portugueses também estão melhor”.
Esta é uma adaptação de uma ideia que, durante muito tempo, se colou ao atual primeiro-ministro. Durante a intervenção da troika, quando era líder da bancada parlamentar do PSD disse que “a vida das pessoas não estava melhor, mas a do País está muito melhor”.
O primeiro-ministro disse que o Governo adotou “uma estratégia clara de reforço do rendimento das famílias”.
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“Reduzimos os impostos sobre o rendimento do trabalho quatro vezes, libertando mais de 2 mil milhões de euros para o bem-estar das famílias”, assegurou.
Montenegro vangloriou-se de ter superado todas as previsões económicas. “Superámos todo o pessimismo, todo o negativismo de tantos e tantos ao longo destes dois anos, às vezes tendo de enfrentar tantas notícias, tantos comentários, tantas opiniões, a querer mostrar uma realidade que afinal era uma realidade virtual”, assinalou.
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