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50 anos de Constituição

Ventura acusa "alguns deputados da Constituinte" de cumplicidade em assassinatos e vários convidados abandonam galerias da AR

02 abr, 2026 - 11:05 • João Carlos Malta

O líder do Chega afirmou que “pouco tempo depois do 25 de abril havia mais presos políticos do que antes do 25 de abril”. Ventura quer uma revisão para que a Constituição não aponte ao país o caminho para o socialismo.

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O momento em que deputados constituintes saem do Parlamento durante discurso de André Ventura
Veja aqui o momento em que deputados constituintes saem do Parlamento durante discurso de André Ventura.

O líder do Chega, André Ventura, evocou, esta quinta-feira, os assassinatos das FP25 e dos presos no pós-25 de Abril, aludindo aos que foram “assassinados por muitos desses deputados da Constituinte”.

Ventura começou o discurso da cerimónia solene dos 50 anos da Constituição de 1976 ao ataque, lembrando os que foram “assassinados por muitos desses deputados da Constituinte”.

O líder do maior partido da oposição disse recordou os momentos pós-revolucionários em que houve "presos sem mandato", em que "foram mortos em atentados das FP25 neste país, foram assassinados por grupos terroristas patrocinados, perdoem-me dizer, por muitos desses deputados da Constituinte".

O presidente do Chega criticou a “amnistia a um grupo terrorista de esquerda” que "que tinha na sua lista mortos de bebés, de seres humanos, de casais". E acrescentou que “hoje era o dia de recordar também os filhos e netos expropriados”.

“Pouco tempo depois do 25 de abril havia mais presos políticos do que antes do 25 de abril”, considerou Ventura.

Vários convidados abandonaram o hemiciclo em protesto, incluindo o ex-líder do PCP, Jerónimo de Sousa ou a antiga deputada Helena Roseta, ambos deputados da Constituinte. "A verdade continuará a ser dita, mesmo que saiam", disse Ventura.

"Eles só sabem conviver com a sua liberdade. Com a sua liberdade. Com a sua liberdade. Nós somos os defensores da liberdade", vociferou Ventura.

De seguida, defendeu que a Constituição pode e deve ser mudada."Na Constituição há o consenso de um povo e de uma comunidade, que muda, que se altera, que vive e se dinamiza, consoante as comunidades para as quais deve servir. O povo de hoje não é o mesmo povo de 25 de Abril de 74", lembrou.

Ventura queixou-se ainda de falta de liberdade de expressão. "Há coisas que não se podem dizer sem que a esquerda nos queira prender, levantar processos ou judicializar", criticou, dizendo que à esquerda "podem tudo" e a direita "não pode nada".

Por isso, o líder do Chega quer "uma revisão Constitucional". "E precisamos de uma revisão Constitucional, pois que não temos que ter uma Constituição que caminhe nem para o Socialismo, nem para o Cheganismo. Deve caminhar para onde quer", frisou.


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  • o ar
    02 abr, 2026 ficou menos fétido 11:19
    AS Verdades são duras de ouvir, e alguns dos responsáveis da altura, preferiam que o caso tivesse caído no Esquecimento. Mas parece que não. Saíram da AR? É da maneira que o ar ficou mais limpo

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