Presidência Aberta
"Venho aqui ouvir para depois falar." Seguro quer acelerar chegada de apoios
06 abr, 2026 - 13:59 • Ana Kotowicz , Susana Madureira Martins
Para a semana, Seguro chama especialistas a Belém "para tirar lições e prevenir situações futuras, em que o Estado possa dar uma resposta melhor e mais eficaz".
A pressão ao Governo, mesmo que leve, foi feita por António José Seguro durante a sua primeira Presidência Aberta. Esta segunda-feira, na Sertã, quando começou a visitar as zonas mais afetadas pelas tempestades, o Presidente escusou-se a atirar as culpas sobre o que correu mal apenas para o Executivo de Luís Montenegro — falando antes numa "responsabilidade do Estado no seu conjunto". Apesar disso, deixou claro que está no terreno para acelerar a chegada de apoios às populações e para ver o que "correu menos bem".
De resto, prometeu dar voz às queixas das populações já esta terça-feira, durante o encontro semanal com Luís Montenegro, e anunciou que, para a semana, promove uma reunião com especialistas em Belém.
Objetivo? Ter um Estado capaz de responder melhor a situações semelhantes.
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Assim, com base nos relatos que recolher desta presidência aberta, Seguro quer "tirar lições e prevenir situações futuras, em que o Estado possa dar uma resposta melhor e mais eficaz", disse aos jornalistas no final de uma visita às obras de recuperação do Hotel Montanha, na Sertã, o primeiro ponto de agenda da sua presidência aberta.
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"Esta minha presidência aberta tem este duplo sentido: o de verificar as situações que estão ainda muito atrasadas e o de testemunhar muitas outras que estão a avançar e a reerguer-se", começou por dizer o Presidente da República que, com estes cinco dias no terreno, cumpre uma promessa feita em campanha eleitoral.
Nesta primeira fase, Seguro quer ver o que se passa (ou o que não se passou) para, depois, apontar o que precisa de ser feito. "Eu venho aqui ouvir para depois falar e, sobretudo, venho ver o que correu bem, o que correu mal, os apoios que estão a chegar, os apoios que estão a tardar."
Fazendo questão de deixar uma palavra de "esperança" a quem sofreu com as tempestades, o Presidente apelou também aos portugueses que "na altura de marcarem as suas férias, possam ter em conta que um fim de semana ou uma semana nestas bonitas paisagens do interior é uma ajuda", para com quem "tanto sofreu há cerca de dois meses".
Responsabilidade de todos
Seguro argumentou ainda que, além de ouvir as preocupações, faz parte do papel de Presidente cooperar com todos os órgãos de soberania "para encontrar as melhores soluções" já que "esta não é uma situação em que apenas alguns têm responsabilidade — é uma responsabilidade do Estado no seu conjunto".
Por isso mesmo, no final da presidência aberta, Seguro promete fazer uma avaliação com tudo o que viu, dando voz a quem precisa porque "o país não pode ter memória curta" perante o que se passou. "São cinco dias de presidência aberta e quero que esta semana seja uma semana que dê voz às pessoas que deixaram de a ter, porque, como repararam, enquanto a tragédia dominava a agenda mediática, essas pessoas tinham voz. Depois de sair da agenda mediática, essas pessoas perderam voz."
Esta terça-feira, Seguro terá o encontro semanal com o primeiro-ministro, em Tomar, podendo aí confrontar Luís Montenegro com os resultados desta e das próximas visitas a concelhos dos distritos de Castelo Branco e de Santarém. A iniciativa termina na sexta-feira em Leiria e contará com a presença do Governo.- Noticiário das 0h
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