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Seguro diz que quer "ajudar a encontrar soluções" e não "arranjar problemas"

07 abr, 2026 - 19:18 • Lusa

Presidente da República defende foco em soluções durante Presidência aberta. Seguro recusa fazer avaliações à resposta ao mau tempo nesta fase. Apelos à rapidez nos apoios marcam intervenção em Tomar.

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António José Seguro defendeu hoje que, com a Presidência aberta, pretende “ajudar a encontrar soluções” e não “arranjar problemas” na resposta ao mau tempo, considerando que este não é o momento de se fazer “nenhuma avaliação”.

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“Todos nós, o senhor primeiro-ministro também, todos os membros do Governo, os autarcas, sobretudo os autarcas de freguesia e de município, sentem muito, no dia a dia e no contacto com as pessoas, muitas das vezes, desilusão, desalento e, por isso, a nossa ação, mais do que as nossas palavras, é crucial neste momento da vida nacional”, afirmou António José Seguro.

O Presidente da República falava na cerimónia de assinatura de um protocolo entre a Estrutura de Missão para a reconstrução da região Centro do país e fundações, em Tomar, distrito de Santarém.

Discursando depois do primeiro-ministro, Luís Montenegro, Seguro explicou que o foco da sua primeira Presidência aberta, na região Centro, é “ajudar a minorar as dificuldades das pessoas” e centrar-se nas soluções dos seus problemas.

“Bem sei que o poder executivo pertence ao Governo, que o senhor primeiro-ministro dirige, e, portanto, o meu contributo na presidência aberta é de ajudar a encontrar soluções, não é de arranjar problemas. Arranjar problemas já o país está cheio”, assegurou António José Seguro.

Para o Presidente da República, que tem insistido por diversas vezes na necessidade de os apoios serem céleres, é preciso concentrar “todos os esforços” para que “a vida das pessoas que foi afetada duramente, quer as vidas privadas, quer as vidas empresariais, possa rapidamente ser restaurada, ser recuperada e as pessoas possam voltar a fazer a sua vida normal”.

“É esse o sentido e o dever que eu considero que deve ter o Presidente da República. É esse o sentido e o dever que eu continuarei a fazer daqui até sexta-feira nesta presidência aberta”, prometeu António José Seguro.

Seguro considerou que este não é o momento de se fazer “nenhuma avaliação”.

“Este é o momento de deixar a palavra, como Presidente da República, de reforço de todas as nossas energias e capacidades para que os apoios cheguem às famílias que precisam, às empresas que necessitam, para que elas voltem a recuperar toda a sua capacidade produtiva e para que esta região Centro, que é tão flagelada, quer no inverno, quer no verão, possa, de facto, perceber que o Estado está ao seu lado no processo de reconstrução e no processo de dinamização”, enfatizou António José Seguro.

Depois desta cerimónia, Seguro e Montenegro seguiram para a sua reunião semanal e viajaram juntos, no carro do Presidente da República, entre a Central Elétrica de Tomar e a Escola Profissional de Tomar, sede desta Presidência aberta, num percurso de cerca de 450 metros.

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